quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

| estudo de caracóis |















































(1)




como (e por que) inventaram
a saia plissada
a blusa i.maculadamente branca 
de bolsinho estratégico
o sapato vulcabrás
as meias obrigatórias


como aprender se
tornou um tédio
um terror


como desarticular
o que sempre des.vigorou e
vingou
junto

como esperar
o presidente passar
o desfile começar e
findar
a bandeira pesar
o hino doer

como ensinar o
horror
que nasce
roto
à flor
do medo

como e
por.que
imaginários
sonhos e
universos fantásticos
são fadados
ao plano da loucura
que também se sabe
que também se des.cura
que também se inventa
à sombra dos poderes

agora que sei, não há mais caracóis vazios

e como

s
e
i

Andréa Mascarenhas
10.02.2019



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(1) Imagem: Estudo para Caracóis | Study for Snails, de Daniel Biléu.
Fonte da imagem: https://www.flickr.com/photos/danielbileu/1355954183

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

[de flamboyant]

(1) 





retinas esquecidas
despem cascas de olhar
e outra perfeição

requerimentos de vento
invocam tempestades tímidas
em franco soluço e perdição

nem noite ou dia
marco zero
lampeja nossa impossibilidade

de perto
tuas tardes me embaraçam
enleios de por.do.sol

madrugada,
abre as portas 
ao que seja mais oblíquo

insensato estremecer
ensina-me
um bailado às avessas

da flor do flamboyant
incenso teu riso
e de lá escuto teus instantes líricos


Andréa Mascarenhas


23.04.2014



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(1) Foto: arquivo pessoal da autora.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

| 23 |







(1)



hoje é 23
e minha lembrança é menor
menos importante
mínima


hoje é 23
e também sou aquela mãe
perdida
baleada no peito
baleada fundo
no coração
baleada mas
morta.viva
baleada e
rediviva
baleada
e nano
dividida
em dor
em
se(u)m filho
em
sangue
sem bandeira
entre
estado de
sítio e
dita
dura

hoje é 23 e
minha dor
é do mundo
meu vazio
se faz pleno
de outras substâncias
de novas formas
d'amar

sim,
hoje
é
23
menos 28
e lá vão os dias.noites.madrugadas
meu-mar-de-lágrimas
sem órbita
por trás da retina
na praça
na matriz
no coreto
no balão alheio
sem alarde
quase
sem
importância

sim,
hoje é
23
eu-outra
eu-viva
eu-arquivo
eu-sigo
no susto-da-bomba
no riso.compartido
no siso.esquecido
na lida
lâmina
na rua
da
vi
da
na palavra.flor

hoje
23 e
todo tempo tremula no teu olhar
única paisagem possível
a um par sem nós


Andréa do N. Mascarenhas Silva - 23.06.2018






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(1) Foto: Rebeca Mascarenhas 







quarta-feira, 25 de julho de 2018

| e o morro? |






(1)






 
favela
quebrada
beco
ruela

e a dona de casa?

“segura a pemba
água de levante
arruda com alho
pé de pato mangalô três veis”

e a fome?

dor
espinhela
quebranto
febre amarela

e os mini.nu?

barriga d’água
febre
pereba
da.nação

senhoras, senhores: ELES não sabem o que fazem?



Andréa do N. Mascarenhas Silva - 06.04.2018


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(1) Fonte da imagem: https://i.pinimg.com/originals/02/59/e5/0259e5117032c1cf83c8dcce23f295a7.jpg




sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

filosofia em amarelo




 

FONTE: https://issuu.com/revistasubversa/docs/revista_subversa_vol.3_n__3._set201
Site da Revista: https://issuu.com/revistasubversa

sábado, 13 de janeiro de 2018

...chuva





Voz e vídeo: Àquila Almeida
Postagem original:
https://www.facebook.com/aquila.e.almeida/videos/1594426363943631/


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

quarta-feira, 28 de junho de 2017

antes do eu









(1)





 Andréa Mascarenhas



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(1) Foto: acervo particular da autora. Direitos reservados.


 

segunda-feira, 27 de março de 2017

madrugada





 (1)
 
]
portal disfarçado em tempo
rasga mortalha incandescente e que devora
absurdos coerentes

desigual
desvão que s'esvai
na atmosfera que nos conecta aqui

marco.zero
órbita particular
estado de estar em si

sendo
somos
mais que presença em si

sem teia.temporalis
ares pintados de azul.marinho
escondem nossos quintais

pinto a rua com esse canto subentendido
aberto
só pra te acordar por dentro

insólita lua que nos irmana
a poupar manhãs descarnadas de viço
em franca elegia.menina

disparo olhares.bala
pra inexplicar sombras vazias
e abandono antes.depois

planto vestígios azuis
pra te mostrar que fio
sonhos encantados nas sendas de teu sono, já sem frio

[

 
Andréa Mascarenhas
 
27.03.2014
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 (1) Foto: acervo particular da autora (Cachoeira - BA).

quinta-feira, 23 de março de 2017

[ feliz, noite ]




















  (1)






orquestra de violões . cheiro de música antiga, invade . farol em desapego de noites . ruínas de hoje . madrugadas em que deito teu sono, em claro . de tanto, pouco . de pedros, heranças . sem vestido ou glória, histórias . corais, só ecos de mar . sinos: independência dissonante . silêncio in.sepulcro . nunca te gerei no tempo.templo . nascimentos e escuros . serão ventos esgarçados de dor que tomam as frentes . jamais predomina em mando alheio . palavras.flor, cerimônias . lágrimas vermelhas em rios de dentro . justiça e direito secam antes de correrem . cascatas ondeiam teus temores . sem resgate, salvo liberdades e folhas . aleluias entre.mundos ganham almas quase de mãos dadas . canto novo se entoa sobre oceanos . suprimentos de esperança, qual chuva necessária se derramam, quem sabe, quando amor for moeda mais que junção de sen.tidos . santos, carurus e prata . fogos de artifício espocam, tristes . bambinos choram e ainda nascem nus, sem nome . mundo.mundis, vasta ilusão in.escrita . capítulos marginais não mais se perdem . enganam fossos de byte . livro, vida e cânone: invençSÃOões . já não sei se se salvam ternura e inocência . meus olhos alheios dizem: ainda morre na praia infância esquecida . desterros enganam . chaves, cadeados, fronteiras .



Andréa Mascarenhas



25 e 28.12.2016



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(1) Fonte da imagem: acervo particular da autora.












quarta-feira, 15 de março de 2017

[SOU ESCRITORA]








(1)




 
À primeira vista, são dois termos aparentemente simples e fáceis de escrever ou dizer. Não! Por trás desse par de palavras existe uma atitude difícil de inspirar, formar, nascer, erguer e se sustentar, fôlego que custa a passar pela garganta, enfrentar os lábios e o mundo fora deles. 

Salvo algumas louváveis iniciativas de iniciação e fomento à literatura, desse lado nordestino do mapa, ainda não há uma formação acadêmica, da graduação ao doutoramento, voltada para a escrita artístico/literária, como já existe pelo mundo e no país, a exemplo da PUC do Rio Grande do Sul.

Desde há muito, escrever, por aqui - na Bahia, especificamente, é ofício quase sempre paralelo à carreira jornalística e/ou docente. Fora dessas áreas, escritor@s autônom@s costuram seus caminhos de escrita com muitos fios, pontos e nós, quase sempre produzindo e custeando seus livros. 

Dizer e se sentir escritorA, sim, com esse A maiúsculo, em aberta simbologia à mulher e à criação feminina, custa-nos caro há séculos. Sabemos, ao modo próprio de cada experiência, o que tivemos/temos que aglutinar, abrir mão, esquecer ou unicamente sonhar ao lado do esparso exercício da escrita, não menos significativa por conta dos percalços enfrentados e dos tabus paulatinamente derrubados.

Acredito que esta seja a primeira vez que expresso publicamente a frase SOU ESCRITORA, pois as atitudes e os atos de aprendiz de feiticeira - das artes mágicas da palavra -, exercito desde setembro de 1995, quando estava na universidade, conhecendo por dentro o mundo das Letras. A escrita informal e não artística já praticava desde a adolescência, época dos diários, agendas e cartas. Hoje, mesclo a escrita literária entre o papel/manuscrito, as revistas e os espaços virtuais.

O verbo ser qualificado, que se presentifica na frase, qualifica também cada ser que assume a responsabilidade com a escrita artística. Sim! Trata-se de grande compromisso humano a labuta de modelar palavras arredias, diuturnamente, em e com ideias, pensamentos, imaginação, cores, contornos, pinceladas, fazê-las outras, do avesso, cheias quando vazias, secas quando úmidas, solares quando lunares, cortantes quando líricas, brandas quando quentes, multidimensionais quando rasas, velhas e novas, (re)carregadas de sentidos, simbologias, sons e silêncios... 

Eis aqui uma pequena demonstração do que o ofício e/ou a profissão de escritorA requer do (e produz no) ser que toma pra si uma prática tão humana. Em meio ao que escrevemos vamos nos modificando - leitorA, autorA, fuidorA. E, letra a letra, escrevemos um mundo outro, com os outros. 

Condição sine qua non para enfrentar a vida, a cada palavra (re)modelada, a partir dos idiomas que tentamos domar, vamos nos (re)modelando em seres humanos mais complexos, mais atentos e sensíveis: ao tudo, ao nada, ao imperceptível, ao invisível, ao disfarçado, ao camuflado, ao "óbvio", ao protocolar, ao informal, ao despretensioso, ao velado, ao escondido, ao subliminar, ao maquiavelicamente inventado etc., matérias que fazem morada, queiramos ou não, nas entrelinhas cada vez mais autônomas d@s noss@s escrit@s viv@s.

Através desse texto rendo tributo à Confraria Feminina de Poesia e Artes, associação da qual faço parte, idealizada pela querida Confreira Rita Queiroz, que abre espaço para diversas mulheres - artistAs/escritorAs.


| SÊ.já escritorA |


Andréa do N. Mascarenhas Silva




03/12/2016



Professora de Literatura (UNEB). Edita o Blog literário Arquivos.. impertinentes (Blogspot). Classificou-se em 13º lugar no 'XII Festival de poesia, crônica e conto' (Fund. Cultural de Imperatriz – Maranhão, 2001). Ministra oficinas de criação literária. Publica prosa e verso em veículos impressos e eletrônicos, nacionais e internacionais. Participa do Dicionário de escritores contemporâneos da Bahia (2015) e da versão eletrônica do Projeto Mapa da Palavra.BA 2016 (FUNCEB).
 
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(1) Imagem: https://www.facebook.com/549339315255685/photos/a.549347815254835.1073741828.549339315255685/559747770881506/?type=3&theater

sábado, 19 de novembro de 2016

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

[acordei poema]


































 (1)





sensação forte . tomada de corpo inteiro . possessão . registro tatuado por dentro . imagem de pássaro nas mãos . tempo passarinho . meu tempo em tuas mãos . sou ave em curvas suaves . faz-me por tuas geografias . sensibilidade.pele . nem sonho ou realidade: poema . troco liberdade.gaiola por dedos abertos . nobres carícias . afago de vento . cuidado de alma . pensamento em voo livre . tens mapa traçado em linhas fundas . percorremos sinestesias de sonho e não são só devaneios . cada palavra trocada se faz mais em nosso dicionário íntimo . sou asa partida ao longe e sempre ao alcance de teus sentidos acesos . teus olhos chispam em balsâmicos colírios . lavam-me em correnteza egoísta . sou tua quando minha . sempre perto em qualquer distância . sei percorrer tuas palavras.caminho . doces armadilhas delicadamente preparadas . quando me convém, uso fios de Ariadne .


 

Andréa do N. Mascarenhas Silva



15/11/2013



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 (1) Fonte da imagem: http://fotos.sapo.pt/zildacardoso/fotos/?uid=LkTnG9ZhDC356DzNluoj

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

[ céu ]





































(1)





desce, céu, e se derrama aos nossos pés . sangue ainda tinge revoluções . caduca nosso ouro barroco: não há fronteiras nem éticas . absurdos monocromáticos tomam ruas . estão à venda abismos inventados . ódios são comprados à prestação - made in ...


desce, céu, e se espalha em nós . hecatombes cintilam nas vitrines: que nos olham, que nos compram . mercados de povos e gentes agora são virtuais . rios vermelhos correm sob guerras . vil metal atende por nome e sobrenome: estrangeiro . 

desce, céu, e apenas se nos dê possível . trocamos palavras por preces . tudo agora se liquefaz . cada ferida abriga uma luta . ser se faz sinônimo de luxo .


desce, céu . porque não é todo dicionário . porque as cores vão s' embora . porque roubaram Van Gogh e a Noite não pode ser mais Estrelada, entre azuis e amarelos . 


desce . céu e cinza, [h]a.penas .




Andréa do N. Mascarenhas Silva



03/11/2016



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(1) FONTE da imagem (gif): Van Gogh, Noite Estrelada 
https://68.media.tumblr.com/3f02bf174db056943123d7248bd685d1/tumblr_nxfxvb923a1qkp2xyo1_500.gif



domingo, 30 de outubro de 2016

[ contemplações de baobá ]




(1)








 
rastros de silêncio . guardo chave pra abrir tempo . tempestade . ligo rádio e passado me diz que tudo é vento . deixo livro entreaberto na página que ouvirei quando deitar e se os olhos quiserem reescrever o que não sei . sereia e chuva se combinam nos mares que cortam esse sono que não vem, seco . revista nova não dá conta de alma nua, perdida em madrugadas . estalar de dedos . sussurros . maré alta dentro da noite que já foi fria . estatuto de aprendiz se quer incerto, feito algum eu que não existe . desacato se perde na rua direita . são paulo e rio . papel colado à parede lê versos pra mim e não é sonho ou devaneio . palavras escorrem, quase em mangues desprezados quando há palco sem hiatos . recuso o riso de academia e seus ferros pesados, corpo duro . viva a flacidez lírica, que sabe bordar como ninguém linhas azuis de vida acesa . ode ao corpo possível, talhado em músculos de pura ilusão . visto a paisagem barata e tão alta quanto um soneto shakespeariano . vestido esfumado na neblina furtacor se exibe indefinido . cheiro de relva lavada e teus orvalhos sorrateiros . relógio perde-se de mim e não há praças sem bancos por onde ir, sen.hora .



 30/10/2015



Andréa do N. Mascarenhas Silva



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(1) IMAGEM: Foto original de Thomas Baccaro - http://thomasbaccaro.com/Silence e http://payload32.cargocollective.com/1/6/212861/2958123/Silence_Baccaro001_1000.jpg




terça-feira, 11 de outubro de 2016

[ Mapa da Palavra FUNCEB 2016 ]



..Andréa Mascarenhas..









(1)



"Andréa Mascarenhas é pesquisadora, professora na Universidade do Estado da Bahia, doutora em Comunicação e Semiótica – PUC-SP, mestre em Literatura e Diversidade Cultural – UEFS/BA  e Especialista em Letras (UEFS/BA). Edita o Blog literário “..Arquivos.. impertinentes” . Participa do Dicionário de Escritores Contemporâneos da Bahia – com verbete biobibliográfico (2015). Publicou textos poéticos em Revistas Literárias nacionais e internacionais. Também tem poemas publicados no Jornal Fuxico e no Latitudes Latinas, site ligado ao Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Prof. Milton Santos, da Universidade Federal da Bahia. Pela Pastelaria Studio (Portugal) participou de três antologias literárias . Pela Editora Pragmatha (Brasil) participou do Caderno Literário n. 66 e da Antologia Sou Poeta, Com Orgulho 2 (2015)."



 ..Escrita..

 

[..nunca se puede olvidar de la calle..]



teu cheiro de manhã me acorda por dentro . já são horas de embevecer . de crepúsculos insones apreendo lembranças tolas . estados de ser tão vagos como asas que supomos possíveis . não tenho tarde como ponteiro . ameaço teus segundos contados . meu tempo é casado com já velhas madrugadas . por la calle un tango se nos recuerda e valsamos (…) porque é noite sem calma e chama . à luz das horas abortadas um pedinte nos desarma e só tem o tesouro do olhar e nos fuzila . nossa cota de lirismos mal arrumados ainda alimenta vísceras arruinadas no alento de repartição . nossa pobre segurança nos transforma em plebe rasa . prefiro o chão rasgado de tuas certezas a meus pensamentos uma hora adiantados . quero-te, mesmo com lógica comprada pronta, ainda que apites à contramão teu cheiro de distância e teu senso de perfeição alheia . o risco é amanhecer .



..Histórico de escrita..

  • Verbete biobibliográfico (Círculo de Estudo, Pensamento e Ação), 2015;
  • Resenha sobre o livro A Coleguinha (Respel), 2001 ;
  • RevistA; Eu-lírica; em: Sou poeta, com orgulho (Pragmatha), 2015 – poesias;
  • Sons de impossível; Perfumaria; em: coletânea Som de Poetas, 2015 - poesias;
  • [atriz]; [de Orfeu];[an.águas]; [car.ess.ência]; em: Revista Mallarmargens, 2015 – poesias;
  • [..nunca se puede olvidar de la calle..]; [fruir de amanhã]; [rasgo de envelhecer]; em: Latitudes Latinas, 2015 – poesias;
  • [em ti, passar e trovar]; [não preciso]; em: Elipse - Revista literária galego-portuguesa, 2015 – poesias;
  • [MOÇO À JANELA]; [ESPECTROS CARNAIS]; em: Revista Desassossego, 2015 – poesias;
  • Água furtada; Casca; Inocência; [prezada desarmonia]; [ filosofia em amarelo ]; em: Revista Subversa, 2015 – poesias;
  • Chuva e eu; em: Caderno Literário Pragmatha, 2015;
  • [carta perdida pra ontens]; [parcas brisas]; [paZciência]; em: Revista dEsEnrEdoS, 2015 – poesias;
  • [amarelo cais]; em: Coletânea Ei-los que Partem, 2015;
  • [en.sina]; [rar’efeito]; em: Revista Literária Varal do Brasil, 2015 - poesias;
  • Procur ação; em: Revista Cultural Artpoesia I, 2012 – poesia;
  • Viagens imaginárias através da literatura de cordel: memórias do antigo mundo ibérico; em: Revista Outros Sertões, 2008;
  • Registros de imaginário: caminhos críticos e leituras (EDUSP), 2008;
  • Posfácio ao livro. Conceição do Coité, 2004;
  • Arquivos da Oralidade: matrizes, matizes e misturas culturais (Gráfica da Universidade Estadual de Feira de Santana), 2002 – Resumo;
  • Imaginação duplicada; em: Jornal Multicampi da UNEB, 1998 – conto.

 

..Blog..

arquivosimpertinentes.blogspot.com.br/

 

..E-mail..

marenhas@hotmail.com




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(1)

FONTE:
http://mapadapalavra.ba.gov.br/andrea-mascarenhas/

FOTO:
José Henrique Valença Silva Filho

sábado, 20 de agosto de 2016

[ ri.acho ]



































(1)








sobre azul escurecido de folhas chove um tempo . entre pingos me re.parto . espreito círculos concêntricos que me tocam em absoluto . mira: pássaros escondidos na beleza do instante . frio ausente conspira com ventos inexistentes . gotas se apegam em um pouco de lilás . nem dia nem noite assumem tal hora . talvez correnteza abstrata conduza teu riso . sobre a paisagem, luzes nascerão e nunca pra serem menos que eternas . insurgentes são meus gritos ainda mudos . no reflexo dessa água.movimento flagro teus silêncios propositais . notas se desprendem do azul liláceo que desafia meus olhos . névoa de quase noite se avizinha . sei que preciso ler o que vai no breu que ainda não diviso completamente . tintas despidas de cores molham desenho de galhos . outras chuvas se me instauram em dignidade de brilhos . sou riacho provisório sem cheias ou secas, apt@ a narcisos .




20.08.2016




Andréa Mascarenhas







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(1) IMAGEM: https://lh5.googleusercontent.com/-TYZSW13nYMA/UiH35AVkgiI/AAAAAAAACXY/MWjtnxBUWsY/w500/%C3%B6zel4.gif






terça-feira, 2 de agosto de 2016

[ ar.rivista ]












































(1)






pau
latina



des.vai.r
a
da



dis.ri.t
mi
a



a
ce
lera
da



re
vis
ta



ar
ri
vis
ta



des
mante
la.da



sem
pre
so
bre



sem
pre
al
ém



vil
ipe
ndia
da



n
ão
m
ais




hum
a
na



o
nde
as
o
ndas
que
bram



um
po
uco
de
tu
do



n
ão
impor
ta



ser
á
sem
pre




a
pelos



paulatina.desvairada.disritmia.acelerada.revista.arrivista.desmantelada.sempre.sobre.sempre.além.vilipendiada.não.mais.humana.onde.as.ondas.quebram.um.pouco.de.tudo.não.importa.será.sempre.apelos.





Andréa Mascarenhas


02.08.2016



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(1) FONTE da imagem: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/26/64/f7/2664f782c788db76996bb24b0fd74239.jpg