sábado, 20 de agosto de 2016

[ ri.acho ]


























(1)








sobre azul escurecido de folhas chove um tempo . entre pingos me re.parto . espreito círculos concêntricos que me tocam em absoluto . mira: pássaros escondidos na beleza do instante . frio ausente conspira com ventos inexistentes . gotas se apegam em um pouco de lilás . nem dia nem noite assumem tal hora . talvez correnteza abstrata conduza teu riso . sobre a paisagem, luzes nascerão e nunca pra serem menos que eternas . insurgentes são meus gritos ainda mudos . no reflexo dessa água.movimento flagro teus silêncios propositais . notas se desprendem do azul liláceo que desafia meus olhos . névoa de quase noite se avizinha . sei que preciso ler o que vai no breu que ainda não diviso completamente . tintas despidas de cores molham desenho de galhos . outras chuvas se me instauram em dignidade de brilhos . sou riacho provisório sem cheias ou secas, apt@ a narcisos .




20.08.2016




Andréa Mascarenhas







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(1) IMAGEM: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOe-Mr3wa3I9tKK_K5SRLFcd6tazUdJPPaVSVeqk_6DQJ-QSx4mvCQETJGV1v3sHgs_78x0DOVMW208Iv3NDNFzBKT7v1rQehft1v1Sa103X6Har2U-YC1WDdiFf3val2YVxEyFk1nVjE/s1600/rio+vep.gif





terça-feira, 2 de agosto de 2016

[ ar.rivista ]












































(1)






pau
latina



des.vai.r
a
da



dis.ri.t
mi
a



a
ce
lera
da



re
vis
ta



ar
ri
vis
ta



des
mante
la.da



sem
pre
so
bre



sem
pre
al
ém



vil
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ndia
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n
ão
m
ais




hum
a
na



o
nde
as
o
ndas
que
bram



um
po
uco
de
tu
do



n
ão
impor
ta



ser
á
sem
pre




a
pelos



paulatina.desvairada.disritmia.acelerada.revista.arrivista.desmantelada.sempre.sobre.sempre.além.vilipendiada.não.mais.humana.onde.as.ondas.quebram.um.pouco.de.tudo.não.importa.será.sempre.apelos.





Andréa Mascarenhas


02.08.2016



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(1) FONTE da imagem: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/26/64/f7/2664f782c788db76996bb24b0fd74239.jpg

quarta-feira, 20 de julho de 2016

[só e o silêncio]








(1)







escuto a noite que também me ronda, com os olhos da janela . ah... espelho virtual . aqui não há chuva ou frio . perdida em meio a nós dois disfarço-me em sorrisos . tão longe já se faz perto, quase dentro . o sono chega e me empresta o macio do abandono no mais profundo travesseiro . antes que sinta saudade, invades meu pensamento.seu . não sei se durmo ou sonho e inverto mais uma impossibilidade nossa . e nos vemos sinestesicamente no possível .


20.07.2012


Andréa do Nascimento Mascarenhas Silva




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(1) FONTE da imagem: https://karoline9619.files.wordpress.com/2012/11/tumblr_m5mb5qepz71qgz0n4o1_500.jpg?w=487

domingo, 10 de julho de 2016

-- do tempo nascem flores em ramo --




(1)








dentro

antes do sonho
penumbra
dia

fora

cidade.montanha
possível ampulheta
desencontrada

do riso
ao piscado
paralelo dentro do olho

capítulo 16:
das páginas sopra um vento
esmo

do tempo
nascem flores
em ramo

encontro

chama:
arbítrio da luz
além da porta

do desenho
escadas se projetam
ao ângulo do olhar

portas
abertas.fechadas
ao onírico

.
ruído
.
cartas . trocadas . entre . escritores . não . são . cartas . trocadas . são . escritores . são . cartas . trocadas . cartas . são . escritores . entre . trocadas . cartas . não . são .
.

voo.avesso
invertido
arranha-céus

barco sobre nuvens e chuva
flutuações
raios na contramão

escada
aposta ao nada
subir ou descer

ponta.cabeça
mundos
sem céu ser

riscos d' incandescência
vida
artificial

de fim
ou de começo
desenhos em floração



(2)






Andréa Mascarenhas
(versos à vista de um vídeo)
09/07/2016


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(1)  Foto.captura do vídeo
(2) FONTE DO VÍDEO: https://www.youtube.com/watch?v=QAD0BtEv6-Q
      ARTISTA: Lindsey Stirling


quinta-feira, 19 de maio de 2016

{ quando intelectuais andam de bicicleta }





roda do mundo
à perna curta
suma voz

inteiro teor, mesmo sonâmbulo, aciona pés.motor . autarquias de si . atropelo de teus.nossos pesadelos .


aval certeiro
levantes e justas
movimento em rota de eterno

longe se faz tempo perto . sem engano, loucos vão à frente . acionam mecanismos zumbis . esquecidos de esquecer, arte.são .



(2)



à lógica solta
prima do vento
sem tempo

noite se levanta em vão . um gira mundo sobre duas rodas não espera . adiantam pensamentos, quase sempre propulsivos, cata.ventos . 



(3)  


en.torno
tempo
imperfeito


não vestem saias ou calças meus neurônios . vestem risos engavetados em livros fechados . bibliotecas hibernam em nosso silêncio enjeitado .




 (4)



da brisa
à casa da manhã
lua retinta

pausa à lenta curva da esquina . alta noite sobre piso molhado em lágrimas deprimidas . dia aguarda teus ímpetos de ir e vir .






(5) 



deslocamento
 lento exercício
arbítrio

teus lemas varam futuros . ontens são hojes sem disfarce . pedalamos em uníssono .


 

(6)


de assalto
outro ritmo
momen(s)tâneo

não há vias sem mão dupla . cabe a cada um percorrê-las em novas horas . escapam-nos o chão que não criamos .









































espaçonave
aos pés
voo longitudinal

palavras correm pelos dias . nem sempre são azuis tuas certezas . o que não sei me ensina lance a lance .


16 e 19/05/2016



Andréa Mascarenhas



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IMAGEM 1 - https://i2.wp.com/www.sheilahanlon.com/wp-content/uploads/2012/11/Suffragette-Cyclists-sheilahanlon.com_.jpg
IMAGENS 2, 3, 4 e 5 - http://www.lpm-blog.com.br/?tag=conan-doyle
IMAGEM 6 - http://intelectuaisvaoapraia.tumblr.com/post/24683376175/henry-miller-e-sua-insepar%C3%A1vel-bicicleta-via
IMAGEM 7 - https://praladepasargada.wordpress.com/2015/04/13/uma-mulher-uma-bicicleta-duas-mulheres-duas-bicicletas/


terça-feira, 5 de abril de 2016

[ ludere ]




(1)

















teste teste teste teste
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con

teste teste teste teste
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05/04/2016


Andréa Mascarenhas


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(1) IMAGEM: Aelita Andre - https://worleygig.files.wordpress.com/2012/06/string-city-masks.jpg



segunda-feira, 4 de abril de 2016

[ espera ]























(1)


Pra Suani Vasconcelos





janeiros atropelam . chuvas lavam catástrofes . literaturas invadem juízos . bebo brisas e réstias e o que preciso . espero sob o sol que se me esquece em meio a tarde . faltam lápis, papel e algum sorriso . visto imaginação e muito azul, enquanto descansa o poema . indecisas palavras me acompanham na mesma xícara . cedo meu lugar à paisagem . teu lugar jaz vazio . vejo-me de revés, antes do olhar . reações me surpreendem e nelas me reconheço em evolução . nojos mudam, ao tempo que se dissipam . nada pode ser antes que aconteça, graças ao futuro que espreita a arquitetura dos gestos que ainda vão abalar ventos . sei de mim no desenrolar das cenas que improviso, em múltiplas gradações de automático . conto instantes: os que se bastam e sobretudo os desimportantes . mar, meu quintal, recebe nossos passos assombrados e todo medo inventado . comecem, agora, lições cambiantes de ir e vir, ad æternum . ainda se faz invisível a chave que atende pelo nome de interseção .


15/01/2016


Andréa Mascarenhas


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(1) Fonte da imagem: https://38.media.tumblr.com/d13c5b0549516c7140fd751561fce272/tumblr_muqgdmXPuA1qftn52o1_500.gif

quarta-feira, 30 de março de 2016

{ Publicações na Revista SubVersa 2015 }



(1)











                                                                                      


                                                                    

                                                                                                        (2)




 

















 (3)














                                                  

                                                      
                                                      (4)



                                                                                                                                             

                                                                                                                                              (5)
























[ Filosofia em Amarelo ]**


borboleta amarela se acerca de mim em teus matos.flores . incerto vai meu corpo pelo mundo, em voo raso, quase ao chão . algodão desgarrado me abriga em pouca trama . perco a casca do que não sei, antes de presumir um fim . almejo filosofia de passarinhos, pouco assustados com mal tempo ou espinho . ainda não decifro lágrima espontânea porque me ensinaram a contê-la . pratico exercícios de oscilação, pra não perder sempre o equilíbrio rarefeito . lírica me abandona enquanto é tempo de insurgências por escrito . cresce uma cegueira exteriorizada, vendida por qualquer tostão . erva daninha nos alcança, sorrateira, sem disfarce . voltamos à borboleta amarela ou ao tempo oco da mera contemplação .

FONTE:
(http://canalsubversa.com/?p=2851)

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[prezada desarmonia]**

I

venho por meio deste
por meio
d’isto
pensar
um monet de rua
enfim um monet desavisado
desqualificado
com pincéis
de flores
com sprays
de animação
logo
tópicas
mal’amadas
de pouco
a mais
barrado
no sarau
do desespero

II

um monet
de quinta
essência
(des)guarida
apaixonado
por efêmeros
e
fuga.cidades

III

para os devidos fins
de esquerda
pelas cores.suportes
e pintura
de teto.céu
deixo estatuído
em epígrafes de chão pisado
que a beleza
pode ser
gratuita
fluida
fru.ida
e flutuante
em meio a sexta e sétima avenidas
inclusive
a que pede esmolas
em chapéu
puído
à beira da instabilidade
de um meio
fio



FONTE:
(http://canalsubversa.com/?p=2458)


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[ água furtada ]**

< Na rua das albufeiras
não há porto feliz >

teu desejo em linhas rasas
formam ondas em meu ser

pelas calles do coração
fremosas compulsões

tem rostos assombrados
epifanias de nós

em asas de passarinho
vão teus sorrisos e mais

das abas de meus sentidos
nascem nossos retratos e sós

mares, desesperança
outros dias, novos sais

navego lembranças d’agora
contigo digo adeus aos ais

tuas noites, madrugadas
nunca amanhecem como nós

não há mais portos decadentes
já nascem ruas em teus céu e sol

brilham ruínas nesse instante
reconstruídas todas por eco e voz

< Na rua das albufeiras
não há porto
só gente feliz >

FONTE:
(http://canalsubversa.com/?p=1762)


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[ casca ]**

vinho de hoje
não lava feridas velhas

nem fogos
ou água salgada

muito menos o sol que vence a madrugada

não recubro chagas
que ainda não sararam

daí
em vão compras esfoliantes
e areias brilhantes

novas cascas nascem
por baixo pululam velhas dores

miras espelhos alheios
e não te vês

por cá
viajo a outros centros
com cada eu que me constitui

passeio
em mares de dentro
que me navegam

piso seixos
nem sempre arredondados
tiram e me dão átimos de imensidão

impressão de pessimismo
ronda esse rastro d’escrita


maré de amanhã
molha já minh'alma
dessas páginas de ontem

azeito riscos
e teus ditos insanos
me trazem lumes rabiscados

torpes palavras que não me deixam
buscar pontos
ou finais 

FONTE:
(http://canalsubversa.com/?p=1650)


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[ inocência ]**


talvez o único valor a salvar desse mundo, talvez o último, o derradeiro poder . sempre vale a pena preservá-lo . sob o massacre dos astutos definham afagos que se vestem de nossas almas . sou longe como o tempo que me separa de mim mesma, menina . como a água de mar dengoso, aos nossos pés salgada . espio tua poesia: exala olor de lirismos amadurecidos . com teus olhos me casei e fui feliz . tenho direito a um passado que não vivemos, pois que (pre)sinto . teus músculos de ouro frágil, zangam toda. qualquer maresia . medo ou vilania de tua torpe donzela alimentam meu corcel de irreverência em disfarce de utopia . lavas pincel em teu sangue purificado a tão alto preço . esquece a facilidade adocicada de teus dias futuros . entregas a chave do tesouro a quem já deitou na cama e traiu a fama . mergulhas de volta em teu temp(L)o máximo . de minha madrugada vislumbro a tua: insones aprendizes de parcas dimensões a(poetizadas).

FONTE:
(http://canalsubversa.com/?p=1514)


Andréa Mascarenhas


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**ILUSTRAÇÕES by:

1) Marília Moser – SubVersa setembro 1, 2015 - Vol. 3 | n.º 3
2) Guilherme Wendt – SubVersa julho 1, 2015 - Vol. 2 | n.º 12
3) Juliê Caroline – SubVersa fevereiro 28, 2015 - Vol. 2 | n.º 4
4) Pedro Fonseca – SubVersa fevereiro 15, 2015 - Vol. 2 | n.º 3
5) Deb Dorneles – SubVersa fevereiro 1, 2015 - Vol. 2 | n.º 2