(1)
dos pés
faço chão
da bruma
imensidão
vasto império das manhãs
vem, aurora
empresta-me cor
seu traço roubado
perfaz meu torpor
vestida de SOLidão
da réstia que passa
peço emprestado rio.sensação
doce carícia de tempo
que escorrega sobre nós
e a imprecisão
de soslaio
encosto a imaginação
em teu tempo sedutor
perfumado em nossas eras
abrasado pelo toque sempre presente
na calçada
deixastes o passo ao lado do meu
das eternas pedras tristes
por nós
(...)
perco a réstia da árvore que já não vejo
mas não o assombro
da tua mão a serviço da convenção
05.06.2012
Andréa do Nascimento Mascarenhas Silva
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(1) Foto - acervo particular da autora.
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