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escrevo no limite da sensatez . busco outras lógicas, também a tua . leio um velho desafio e nos encontramos em outra esfera . largo a ordem antes do amanhecer e um pouco antes de sonhar uma vez mais . descalça, sinto o frio de uma passagem rumo aquele tempo . tempos me rodeiam feito interseção . calculo um lapso de instante em que teu sorriso conspira com teus olhos: nem tão puros quanto desconfiados . sinto teu olhar mesmo ao longe, a ativar tuas.nossas brechas de contato . não sinto a distância quando sei que a condição que nos vale passa por dentro . aí estamos juntos, no entrecho intemporal construído pela mais fina arquitetura de gestos . valso cantiga de alegria que se faz nesse sertão já úmido, advinhando nossa sina . à luz de um lume fraco.fosco paro e paira em suspenso tua presença: nem assombro nem rima . escrevo este devaneio por nossos corpos .
10.04.2012
Andréa do Nascimento Mascarenhas Silva
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(1) https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7JL8K0_VPM18A4CSgKHz7pVaZfwB8O_CoCxUKivX7gz04PWYXE-Puzu7XvGMGKRqPfJIeEQbofFBac3eBZsXfoCrsO6WvzMyI9ze_X36g4gP4m50w-bFg_RRDuHTv8iS7TJe_pN_a-pgL/s1600-h/escrevo-te[1].jpg
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