(1)
o meu destino, às avessas: cantar partidas sem dor . e tu? margeia indiferença, sim . roga mais flor, teu amor . hei trovar, meu bem, trovar . por um suspiro já ido . plantar somente uma sina . defronte teu pensamento . macaquear vãs palavras . esquecer-me de cantar .
atormentar teus passados . buscar mar sem tempestade . na vela não cabem ventos que me turvam toda vista . decantam meus vendavais . na calma praia de nós . amenos trovões ecoam . fazem sangrar meus sentidos . tremulo arisco gemido . acordo o mar em teus ais . n’areia, tarda saudade . desimportante, sagaz . reflito por teus lamentos . embevecida, sou paz .
Andréa do N. Mascarenhas Silva
28/05/2015
(1) Poema publicado na Elipse - Revista literária galego-portuguesa. Ano 2, n. 6, junho de 2015. Site da Revista:
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