sábado, 5 de dezembro de 2015

[não preciso]



















































 (1)







pintar o cabelo de azul.verde
tatuar infinitos passarinhos pelo braço
apagar a noite aos gritos

não

buscar você no prato
iluminar teu ego mais uma vez
gastar toda purpurina em meu trato

uma vez, não

sentir na boca toda sensação
gota.a.gota de teu gosto de chão
sorver no rosto cada apelo de teus nãos





Andréa Mascarenhas​




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(1) Poema publicado na Elipse - Revista literária galego-portuguesa. Ano 2, n. 7, p.18 - outubro de 2015.

Site da Revista:   http://circuloedicoes.blogspot.com.es/2015/11/capa-de-elipse-n-7.html

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

[ toada ]















(1)

toada



tarda
tua música gestual
dança em mim

sou longe
ao pé de ti
e dou-me ao vento

esse que esquece
teus sopros
e me faz sentidos

despes tua paz em meus olhos
alumbram azul e água
pintam lágrimas esquecidas

desce
pedestal de amigo
jaz: cantiga medieval



 Andréa Mascarenhas


IN: Círculo-Poético-de-Xique-Xique
Idealização, Edição e organização: Ricardo Nonato

    

(1) FONTE:
Publicação - http://www.patriciatenorio.com.br/?p=6297
Imagem - http://www.patriciatenorio.com.br/wp-content/uploads/2015/10/C%C3%ADrculo-Po%C3%A9tico-de-Xique-Xique-IV.jpg

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

[em ti, passar e trovar]




(1)








o meu destino, às avessas: cantar partidas sem dor . e tu? margeia indiferença, sim . roga mais flor, teu amor . hei trovar, meu bem, trovar . por um suspiro já ido . plantar somente uma sina . defronte teu pensamento . macaquear vãs palavras . esquecer-me de cantar .
atormentar teus passados . buscar mar sem tempestade . na vela não cabem ventos que me turvam toda vista . decantam meus vendavais . na calma praia de nós . amenos trovões ecoam . fazem sangrar meus sentidos . tremulo arisco gemido . acordo o mar em teus ais . n’areia, tarda saudade . desimportante, sagaz . reflito por teus lamentos . embevecida, sou paz .




Andréa do N. Mascarenhas Silva



28/05/2015



(1) Poema publicado na Elipse - Revista literária galego-portuguesa. Ano 2, n. 6, junho de 2015. Site da Revista:
Fonte da imagem: .

segunda-feira, 27 de julho de 2015

[prezada desarmonia]








(1)





I

venho por meio deste
por meio
d’isto
pensar
um monet de rua
enfim um monet desavisado
desqualificado
com pincéis
de flores
com sprays
de animação
logo
tópicas
mal’amadas
de pouco
a mais
barrado
no sarau
do desespero


II

um monet
de quinta
essência
(des)guarida
apaixonado
por efêmeros
e
fuga.cidades


III

para os devidos fins
de esquerda
pelas cores.suportes
e pintura
de teto.céu
deixo estatuído
em epígrafes de chão pisado
que a beleza
pode ser
gratuita
fluida
fru.ida
e flutuante
em meio a sexta e sétima avenidas
inclusive
a que pede esmolas
em chapéu
puído
à beira da instabilidade
de um meio
fio



26.04.2015

Andréa Mascarenhas


(1)
Poema originalmente publicado na Subversa - Revista  literária luso-brasileira Vol. 2 | n.º 12
FONTE: http://canalsubversa.com/?p=2458
IMAGEM: ₢ Guilherme Wendt

segunda-feira, 1 de junho de 2015

[ NOTA BIOGRÁFICA ]
























       
 (1) 


Andréa 
do Nascimento 
Mascarenhas Silva                                                                                                                        







Nasceu no Rio de Janeiro. Reside em Salvador – Bahia | Brasil. 



Ficou classificada em 13º lugar no 'XII Festival de poesia, crônica e conto', organizado pela Fundação Cultural de Imperatriz, no Maranhão (2001). 



Edita um Blog literário (este, impertinente!). Agrada-se em escrever não somente em versos, mas também em prosa. 



Participa do Dicionário de escritores contemporâneos da Bahia – com verbete biobibliográfico (2015). Publica textos poéticos em Revistas Literárias, tais como:  Revista Cultural Artpoesia (2012),  SUBVERSA, luso-brasileira (2015), Varal do Brasil, Suíça (n. 37, set./2015), mallarmargens (vol. 4, n. 4/2015), Elipse, galego-portuguesa (2015), dEsEnrEdoS (n. 24 – out./2015), Desassossego (USP – n. 13, jun./2015). Também tem poemas publicados no Latitudes Latinas, site ligado ao Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Prof. Milton Santos - da UFBA, Universidade Federal da Bahia (2015). Pela Pastelaria Studio (Portugal) participou de três antologias literárias (2015). Pela Editora Pragmatha (Brasil) participou do Caderno Literário n. 66 e da Antologia 'Sou Poeta, Com Orgulho 2' (2015).

    

Considera-se “aprendiz de feiticeira” das artes mágicas da palavra. Doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. É professora e pesquisadora da área de Literatura (UNEB). 



Foi leitora tardia de livros literários – tomou fé destes quase no final da infância. Antes, só conhecia a poética oral do Cordel, que apreendeu “da boca ao ouvido” com os pais nordestinos. 



Arrisca-se na escrita poética desde meados da década de 1990. Cultiva a escrita manuscrita, em cadernos, cadernetas, folhas avulsas, além da escrita instantânea/digital, "jogada" aos frios espaços do byte.



Entende literatura sempre no plural, como uma espécie de magia, feita de algo impreciso que de repente acontece entre sons.gestos.palavras. Por isso a estende muito além da profissão.





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(1) FOTO: Acervo pessoal da autora (todos os direitos reservados).

* Dados atualizados em 16/11/2015.