segunda-feira, 16 de novembro de 2015

[ toada ]















(1)

toada



tarda
tua música gestual
dança em mim

sou longe
ao pé de ti
e dou-me ao vento

esse que esquece
teus sopros
e me faz sentidos

despes tua paz em meus olhos
alumbram azul e água
pintam lágrimas esquecidas

desce
pedestal de amigo
jaz: cantiga medieval



 Andréa Mascarenhas


IN: Círculo-Poético-de-Xique-Xique
Idealização, Edição e organização: Ricardo Nonato

    

(1) FONTE:
Publicação - http://www.patriciatenorio.com.br/?p=6297
Imagem - http://www.patriciatenorio.com.br/wp-content/uploads/2015/10/C%C3%ADrculo-Po%C3%A9tico-de-Xique-Xique-IV.jpg

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

[em ti, passar e trovar]




(1)








o meu destino, às avessas: cantar partidas sem dor . e tu? margeia indiferença, sim . roga mais flor, teu amor . hei trovar, meu bem, trovar . por um suspiro já ido . plantar somente uma sina . defronte teu pensamento . macaquear vãs palavras . esquecer-me de cantar .
atormentar teus passados . buscar mar sem tempestade . na vela não cabem ventos que me turvam toda vista . decantam meus vendavais . na calma praia de nós . amenos trovões ecoam . fazem sangrar meus sentidos . tremulo arisco gemido . acordo o mar em teus ais . n’areia, tarda saudade . desimportante, sagaz . reflito por teus lamentos . embevecida, sou paz .




Andréa do N. Mascarenhas Silva



28/05/2015



(1) Poema publicado na Elipse - Revista literária galego-portuguesa. Ano 2, n. 6, junho de 2015. Site da Revista:
Fonte da imagem: .

segunda-feira, 27 de julho de 2015

[prezada desarmonia]








(1)





I

venho por meio deste
por meio
d’isto
pensar
um monet de rua
enfim um monet desavisado
desqualificado
com pincéis
de flores
com sprays
de animação
logo
tópicas
mal’amadas
de pouco
a mais
barrado
no sarau
do desespero


II

um monet
de quinta
essência
(des)guarida
apaixonado
por efêmeros
e
fuga.cidades


III

para os devidos fins
de esquerda
pelas cores.suportes
e pintura
de teto.céu
deixo estatuído
em epígrafes de chão pisado
que a beleza
pode ser
gratuita
fluida
fru.ida
e flutuante
em meio a sexta e sétima avenidas
inclusive
a que pede esmolas
em chapéu
puído
à beira da instabilidade
de um meio
fio



26.04.2015

Andréa Mascarenhas


(1)
Poema originalmente publicado na Subversa - Revista  literária luso-brasileira Vol. 2 | n.º 12
FONTE: http://canalsubversa.com/?p=2458
IMAGEM: ₢ Guilherme Wendt

segunda-feira, 1 de junho de 2015

[ NOTA BIOGRÁFICA ]
























       
 (1) 


Andréa 
do Nascimento 
Mascarenhas Silva                                                                                                                        







Nasceu no Rio de Janeiro. Reside em Salvador – Bahia | Brasil. 



Ficou classificada em 13º lugar no 'XII Festival de poesia, crônica e conto', organizado pela Fundação Cultural de Imperatriz, no Maranhão (2001). 



Edita um Blog literário (este, impertinente!). Agrada-se em escrever não somente em versos, mas também em prosa. 



Participa do Dicionário de escritores contemporâneos da Bahia – com verbete biobibliográfico (2015). Publica textos poéticos em Revistas Literárias, tais como:  Revista Cultural Artpoesia (2012),  SUBVERSA, luso-brasileira (2015), Varal do Brasil, Suíça (n. 37, set./2015), mallarmargens (vol. 4, n. 4/2015), Elipse, galego-portuguesa (2015), dEsEnrEdoS (n. 24 – out./2015), Desassossego (USP – n. 13, jun./2015). Também tem poemas publicados no Latitudes Latinas, site ligado ao Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Prof. Milton Santos - da UFBA, Universidade Federal da Bahia (2015). Pela Pastelaria Studio (Portugal) participou de três antologias literárias (2015). Pela Editora Pragmatha (Brasil) participou do Caderno Literário n. 66 e da Antologia 'Sou Poeta, Com Orgulho 2' (2015).

    

Considera-se “aprendiz de feiticeira” das artes mágicas da palavra. Doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. É professora e pesquisadora da área de Literatura (UNEB). 



Foi leitora tardia de livros literários – tomou fé destes quase no final da infância. Antes, só conhecia a poética oral do Cordel, que apreendeu “da boca ao ouvido” com os pais nordestinos. 



Arrisca-se na escrita poética desde meados da década de 1990. Cultiva a escrita manuscrita, em cadernos, cadernetas, folhas avulsas, além da escrita instantânea/digital, "jogada" aos frios espaços do byte.



Entende literatura sempre no plural, como uma espécie de magia, feita de algo impreciso que de repente acontece entre sons.gestos.palavras. Por isso a estende muito além da profissão.





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(1) FOTO: Acervo pessoal da autora (todos os direitos reservados).

* Dados atualizados em 16/11/2015.