Um "arquivo" impertinente, móvel, virtual e não só - pessoal/coletivo e que não pede licença para existir. Aqui tintas virtuais em infinitos tons de azul caem sobre as palavras, enquanto imagens inauguram outras linguagens. ESTE BLOG É UMA INVENÇÃO DA AUTORA [ © Andréa do N. Mascarenhas Silva ∞ ]. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. IBSN 19-09-2009-19. Modelo e tecnologia Blogger..
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
fruir de amanhã
alvoroço de tarde entrou por meus poros . decidida, escuto o futuro . elixir do próximo outono deixa no ar suas cores . àquela árvore menina fiz confidência que crescerá . quero o trem do infinito à disposição . agigantar janelas e portas em nossa construção . nem mínimo nem máximo dão conta de meus desejos: apenas o possível, o nem sempre palpável, o que evola . posso não ter consciência de tanta existência, mas sou partícula . nossa imagem sobre ponte permanece e já somos futuro .
28.02.2012
[Andréa do Nascimento Mascarenhas Silva]
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(1) Imagem - http://odeliriodabruxa.blogspot.com/2011/10/ponte-de-amor.html
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
deixa
um mote perdido no meio do turbilhão de azuis despidos de solidão . hora da aura ir embora se faz quase antes e menos que depois de toda gente . só, no silêncio, ancoro rios sem sentido dado . não preciso apenas do que há: inenarável me faz bem . sob a face do maravilhoso também vislumbro o vil contentamento . tosco me ampara da queda em vazios . encosto um lamento no triste abandono . lavo um sorriso gasto, predileto . na noite descubro uma fresta ao teu lado e desço a outros tempos . sou era acordada na véspera .
20.02.2012
[Andréa do Nascimento Mascarenhas Silva]
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(1) http://stefanypereira16.blogspot.com/2010/09/nao-vale-pena-tentar-pedir-desculpas.html
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
[jardim]
brisa sem sorriso. felicidade avessa a contentamentos. vida que passa entre as flores. esquecidas folhas decoram o chão. notas da música de zás-trás. revoltas de relva ressequida entram por meus pés. sopro de passado ganham ar rarefeito. mal-me-quer desiludido acorda sentimentos. perplexidades compram-se à vista. esgueiro-me de ventos íntimos que chegam desavisados. irresistível faz as vezes de quase incessante. amanhã lava-se ligeira dos vapores da tristeza...
31.01.2012
[Andréa do Nascimento Mascarenhas Silva]
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(1) Fonte da imagem: http://www.domtotal.com/agenda/detalhes.php?ageEveId=2457
sábado, 28 de janeiro de 2012
[compartir]
*
vermelhos sem vertigem assomam e não há rastros. vivo a delicadeza de certo olhar. ter o rumo e quase não saber andar. traço um caminho de revés. meu pensamento tem claraboias de sorrisos e lágrimas. passos de um livro que não sei ler. acalento o que amo em sinestesias de um tempo esquecido. perto não é da ordem do que preciso.
28.01.2012
[Andréa do Nascimento Mascarenhas Silva]
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* Foto do acervo da autora.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
sinos de vento
(1)
a noite passa por mim na música dos ventos
horas e águas tem ritmos parecidos, mas nunca se igualam
dentro do escuro as ondas disfarçam medos e ouvimos somente seus soluços
areia molhada.seca conspira com os ventos pra acalmar tantos mares em fúria de verão
mal sabe cada grão ínfimo das sandices eólicas
planos abortados a cada flor que toca o mar
ciclos quebrados, deuses contrariados
destino toma a frente das multidões e rege o coro de corações
ainda há casas sobre o mar, antes que o sol quebre o encanto daquelas brumas que tocaram meus sonhos
com os olhos posso ver apenas o que os outros sentidos permitem e essa mágica me basta
03.01.2012
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) Imagem - http://schsonia.blogspot.com/2008_12_01_archive.html
sábado, 31 de dezembro de 2011
arcos
lanço o olhar (ou a memória?) e sinto atmosfera que ainda não conheço
um sonho disfarçado em ritmo de futuro me tira do sério
entrevejo... abóbodas e um céu cinzento cada vez mais de perto
escuro me cabe mesmo em claras noites
araltos de invernos tristes escapam de algum canto
não há lirismo à venda, escorrem pelas estantes, infestam o chão e estancam ante meus pés
azul vem até mim em sobressaltos
na madrugada que se adianta sento e encontro outros tempos: paisagens me esperam tingidas de vinho
não reviro tormentas: acordo plena e com os pés no mar
vago por meus espaços imprecisos e sou aposta de um sim
31.12.2011
[Andréa do Nascimento Mascarenhas Silva]
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(1) http://www.mochileiros.com/bolivia-chile-peru-e-equador-em-60-dias-t19696.html
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
um canto lírico derramado
querer
quero lirismo derramado nas ruas . mapas de insensatez e que não guiem Nada ou Ninguém . marcas da rotina não em meus olhos . QUEro . largo desespero com correntes caudalosas pra suportá-lo e sabê-lo indo . cabelos ecológicos que espelhem almas . mar de poesia pra me banhar em dias de madrugadas nossas . palco para monólogos desalentados com ruidos sujos . procissão de nossa eternidade quase em vão . sonhar a mão da criança que guarda e suporta o mundo, qual cântico drummoniano . lirismos...
30.11.2011
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) Imagem - http://blogueluzesombra.blogspot.com/2011_03_01_archive.html
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[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) Imagem - http://blogueluzesombra.blogspot.com/2011_03_01_archive.html
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(2)
aqueles olhos
especificos, irremediavelmente fugazes... longe de mim e ao mesmo tempo tão próximos, a me fitarem por dentro, na via da alma, rumo ao coração . estanques, mais que líquidos, formam paisagens absolutas de mistérios . as vezes sinto ressaca machadiana naqueles olhos . fogem de tristezas acumuladas . navegam um mar de ilusões em que sou convidada especial e não me dou ao charme da recusa . olhos que trazem pra mim enredos inventados em tons de furtacor . marEsia: marEpoesia .
29.11.2011
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(2) Imagem - http://marybackes.blogspot.com/2011/12/alem-do-homem-o-homem-que-somos-alem.html
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
[passado.presente]
(1)
o passado sopra aqui . meu coração partiu contigo . a lua comigo somente. a orquestra leva meu destino . anjos emprestam-me nuvens . não sei voar sem ti . o tempo não é outro que não o azul de tua camisa . embevecida de tuas imagens propagadas em palavras . valso as páginas que me destes a ler, quase a levitar . tenho você do modo mais sutil, impertinente e como ninguém consegue .
TRADUÇÃO:
il passato.presenti
i colpi passato qui . il mio cuore è andato con te . la luna con me solo . l'orchestra prende il mio destino . angeli mi prestano nuvole . non può volare senza di te . il tempo non è altro che il blu della camicia . rapito propagato le immagini delle tue parole . valzer delle pagine che ho letto, quasi levitare . si ha la più sottile, impertinente e perché nessuno può .
i colpi passato qui . il mio cuore è andato con te . la luna con me solo . l'orchestra prende il mio destino . angeli mi prestano nuvole . non può volare senza di te . il tempo non è altro che il blu della camicia . rapito propagato le immagini delle tue parole . valzer delle pagine che ho letto, quasi levitare . si ha la più sottile, impertinente e perché nessuno può .
01.12.2011
Andréa do Nascimento Mascarenhas Silva
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(1) Libélulas, s/d - Kashimira Jahveri (Índia) - Gravura em metalFONTE: http://peregrinacultural.wordpress.com/2009/04/28/para-comemorar-os-150-anos-do-nascimento-de-alberto-de-oliveira/
sábado, 17 de dezembro de 2011
Senhora do mar
MINICONTO
(versão 1)
Era dia da Senhora do Mar. Espelho, flor, água de cheiro, pedidos escritos-entoados-imaginados. Pés sem pedir licença profanam o mar. Ritos que se completam no tempo do reino do sol. Uma menina de cabelos dourados apanha as flores que ficaram no caminho e, à flor da infância, orna seu castelo de imaginção. Dentro dele deu morada à sereia que imitava dona Iemanjá. Com as flores decorou também a bruxa de pano e os cabelos alvos da avó, a mesma que ensinara os segredos de encantar sereias. Por do sol ofusca-me a vista dessa história e gotas salgadas não sei se saem ou se chegam até meus olhos...
08.12.2011
(versão 2)
dia de senhora do mar . espelho, flor, água de cheiro . sonho derramado em pranto . pedido inscrito em oração . cantos entoados dentro e em cada ciranda improvisada . pés sem pedir licença profanam mar . ritos que se completam no tempo do reino do sol . menina de cabelos dourados apanha flores que ficam no caminho e, à flor da infância, orna seu castelo de imaginação . ali dá morada à sereia que imita dona iemanjá . com as flores decora a bruxa de pano e os cabelos alvos da avó, a mesma que ensina segredos de encantar sereias . por do sol ofusca-me a vista dessa história e gotas salgadas não sei se saem ou se chegam até meus olhos . ven.da.vais .
08.08.2016
(versão 3)
dia
de senhora do mar . espelho, rosas, água de cheiro . sonho derramado em
pranto . pedido inscrito em oração . cantos entoados dentro e em cada
ciranda improvisada . pés sem pedir licença profanam mar . ritos se
completam: tempo, reino e sol . menina de cabelos cacheados apanha flores que ficam pelo caminho e, à flor da infância, decora seu castelo: imaginação . dentro dele dá morada à sereia que imita dona iemanjá . com as
mesmas flores enfeita bruxa de pano e os cabelos alvos da avó, aquela com quem aprende segredos de encantar sereias . pôr do sol em meus olhos cintila essa
história e gotas salgadas não sei se saem ou se chegam até eles .
areias . ven.da.vais .
04.01.2017
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) IMAGEM: http://pnepnacarapinheira.blogspot.com/
domingo, 27 de novembro de 2011
espelho reverso
(1)
iluminuras . barco que navega nuvens . portas esculpidas em sombra . riachos sem curso certo . rotinas descompassadas rumo ao infinito . estrelas que conduzem sonhos . manhã sem.som.sol.sal . respingos de lágrimas velhas borram meus escritos . já não vivo esse tempo . percorro uma ponte estrangeira em minhas quimeras . alcanço alegria com vento no rosto, à janela . imagens tecidas entre cores e lembranças de nós .
25.11.2011
alma . escopo de saudade . retira-se de mim sem permissão . espreita-me de longe, restritiva . vento lírico que nos leva . sonata de amor que guardo no peito . fantasia invade cada vez mais minha cidade-razão . não perco tempo com lamentos . há um universo feito de palavras . alma e eu: prontas a navegar . temos um espelho que nos aproxima e nos dá espaço paralelo, sempre ao contrário .
24.11.2011
rosário de estrelas . vejo madrugada sem neblina, a me enfeitiçar . esqueço as horas . recorro ao mar de sempre amar . saudade escorre pela barra do vestido . Minas me atrai faceira-generosa . trago sonhos na bolsa pra tomar de hora em hora . neste papel virtual ainda cabem borrões . desperto de um lamento .
23.11.2011
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) FONTE DA IMAGEM: http://www.fotosimagens.net/espelho.html
de ruas e tempos
sem tempo . quero poder desmantelar o tempo que nos deixa acuados e nervosos para cumprir seus caprichos . o cheiro da invernada sertaneja que me traz você . das águas que jorram quentes do seio.seco.sertão, só teu suspiro em deleite e o impossível que nasce de nossos abraços evasivos .
19 e 20.11.2011
intermitente . imaginação turvada . a praia da atenção está deserta . trabalho que quer ser invadido por outra música . a um passo daquele trem, tenho Minas a passear em mim . urjo sem sintonia . da calma quero o sentido menos conhecido . respiro o universo .
14.11.2011
um lírio sobre a rua . quase um redemoinho de ideias . quase um abismo lírico . pedras sorrateiras..., ontem amigas . sombras que volteiam o resto de meus sorrisos . o inverso... de que preciso .
17.11.2011
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) FONTE DA IMAGEM: http://sobsuspeitas.blogspot.com/2008_10_01_archive.html
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
noite
neblina fina que me envolve
atmosfera em que viajo até você
frio aconchegante
ainda há rasuras em nossa linguagem
não cabemos nesse tempo que nos quer sozinhos
enfileiramos silêncios pra nos aproximar
minha sensibilidade namora tua razão
tenho uma janela para ver a lua que te vê
abro as portas para um sonho possível
pela noite, rumo à madrugada
alumio o escuro com o brilho de certas palavras
teço um livro pra compartilhar nossas invenções
não tenho pés para o abismo
tenho alma estradeira
há riscos, desafios? sim, adrenalina necessária
hoje me vi pintada de anjo
passarinho se fez presente só pra te ver
perdi-me em pensamentos entre a leveza e a reflexão
10.11.2011
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) IMAGEM: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4CkVnOz88NeChEKTXnpmaswdZjk2D8e6eTepYJZ2eNUTv6UOjVioATysr_SRzFnmYGovogIL0IyKZP-wqigHiZB2yxCEZ9TYxCNfh71v0Ti9fm_okgkSJZ8fkVucL0BKYvtBHGyXdhKrB/s400/noite.jpg
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) IMAGEM: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4CkVnOz88NeChEKTXnpmaswdZjk2D8e6eTepYJZ2eNUTv6UOjVioATysr_SRzFnmYGovogIL0IyKZP-wqigHiZB2yxCEZ9TYxCNfh71v0Ti9fm_okgkSJZ8fkVucL0BKYvtBHGyXdhKrB/s400/noite.jpg
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
quase solidão
estio
mar afugentado de ti
rito apenas imaginado
penso em rede e arandelas
um sonho estreado
entre montanha e mar
dia que se faz noite
de repente
enquanto saio de minha ilha
trago jornal no peito
nossas notícias intemporais
que vagueiam pelos espaços entre nós
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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edição de encantamentos
(1)
olhos . não quero tristeza naqueles olhos . mesmo que trancados, imaginam meu corpo pelo avesso . quero ser água cristalina para banhá-los de alegria . minha alma ultrapassa aqueles olhos qual chuva sem vento . há um palco nosso feito de neblina ali dentro . contornos, imagens tremulantes, aromas de amor . eis um de nossos espaços inventados mais nem tanto . nós, a noite e a lua em nós . rabiscamos um verso com estrelas meninas . orvalhos choram a cada passo de nossa dança . espelhos se quebram com ciúmes ressequidos . somos nós e muitos não acreditam . quero palavras derramadas sobre nosso caminho e um anjo a compor livros amorosos . rasgo a lira triste que anoitece teu olhar . desse flash.encontro aqui deixo sinal.ritual . 03.11.2011
edição de mistérios . antes da lua nos encontramos. era bruma de amanhecer . nossos passos e a imensidão . à beira de tuas páginas qual sombra de sonho . um aceno de olhar cálido . sem tristeza ou alegria nos damos ao acaso dos sentidos . império sem domínio que habita em nós . do absurdo ao sorriso percorremos juntos à luz da necessidade . nossos mistérios são abertamente forjados e pagos com a crença pública .
01.11.2011
tempo . ouço palmas que voam de teu encantamento até meu mais profundo imaginário . tem estrelas em nosso instante lírico . navegas por teu parto.palavras . entontecem meus sentidos os ares que emanam de tua alegria . deito sobre o enlevo que hoje respiras e escapa por tua alma arredia . tem um tempo marcado pra nós: data e lugar . moramos nesse entrecho temporal . alcanço a hora: não tarda tua palavra incandescente a soprar-me poéticas ao pé do ouvido .
27.10.2011
[Andréa do Nascimento Mascarenhas Silva]
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011
rar' efeito
(1)
ar
anjos rodeiam minha noite sufocada
angústias se escondem em minha sombra
não há palco suficiente para encenar tantas dores
escorrego sobre notas de vilania
encontro espelhos que retorcem qualquer realidade
minhas mãos congelam sem sentimentos
amanhã não chega pra esse hoje
no encalço do vazio vislumbro tempestades
um sonho de cobras que se autoreproduzem me desperta em suspenso
23.10.2011
ramificar
pelo caos vejo-me de longe
devagar quando tudo corre
penso no lamento e caminho, simplesmente
(des)acelerar e pela contramão, porque essa redundância não me é demais
fim de tarde me oferece luz em flor
com esse brilho atinando meus sentidos visto flores para o pensamento
quero me espalhar, sobretudo por tuas idiossincrasias
posso acompanhar o fluxo de tua memória exteriorizada
faltam apenas mais uns dias para mergulhar em teus mistérios editados
13.10.2011
braseiro
lua chorosa de abril
meninas olham pelas janelas a madrugada
lençóis feito neve abandonados
estalos de viv'alma espantada
martírios postos ao leito de um rio quase seco
ecos de nós soltos no estradeiro
trago a chave velha da memória
e uma garça solitária me enternece de passagem
ao lado da estrada chafurdam a lama outros de nós
percorro a via de revés
elaboro meu pensamento mais contagiante
existo no vácuo desse nosso encontro
11.10.2011
[Andréa do Nascimento Mascarenhas Silva]
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
[ de ventos imaginários ]
(1)
réstias
palavras antigas arrastam tempo . signos me perseguem: movimentos de vácuo . estrelas me aproximam de teu brilho fosco . manhã aborta teus desesperos mais sutis . no descalabro da cidade perdes teu sonho de menino .
30.09.2011
vento
vestida de imaginário
arquiteto nossa praça
lá, valsas como quem amas
brisa me leva ao passado
nas escadas de um coreto
vestido branco e foto perdida
hoje teço lembranças com fios recentes
meus sapatos colorem a estrada
nela vamos juntos uma vez mais
madrugada nos espreita em frio
dentro da noite: encontros
não há mistérios... só vaticínios e, nossos passos
23.09.2011
mecenas
gestor - meus carinhos
amante - meus pensamentos
domador - meu corpo
contemplador - meus sonhos
estranho observador
morador em mim
estrela cadente me leva
apaixonado - meus sorrisos
viajante - minhas.nossas memórias
condutor - meu trem imaginário
gosto de rever meus arquivos . também são teus e alheios . a cada "documento", aromas e músicas nos envolvem - presentes .
21.09.2011
atenta
grilo canta noite e meu amor
vagalume nos acende: íntimos segredos
umbuzeiro nos esconde de assombração
velas aquecem luar minguante que passa por nós
estalos mato a dentro
rastros de cobra - entardecer
frescor incita viagens
nosso trem ainda não partiu
e já estamos lá
20.09.2011
paisagem
flores na paisagem
limo verde.mar
suspiros, passado
ecos pele.a.pele
rotas q’ ultrapassam: mar
sentidos avançam
nossa insensatez
respingos: sentimento alheio
poças de lágrima - nós
em brilho.velho
de sangue escravo ancestral
reentrâncias de pedras nunca se lavam
ladeiras, intolerância
dor tão alheia e quão nossa
águas descem.sobem
memórias vão.e.vêm
mar, sentidos ultrapassam
sol abrasa
alma, ilusões esfaceladas
17.09.2011
aroma
muitos tempos passam aqui
agora não é tarde
nunca ainda não passou
instantes me esperam, já
há calma na cidade
vagam velhos fantasmas e ruas
é madrugada
feras caminham sorrateiras bem perto
cheiro de podre ou de mar
quente se torna em tudo
bafo se torna em nada
ar.ti.fi.ci.ais
14/09/2011
arquitetura
sonhos de ontem, sofrimento
os de hoje, vida
teço desejos em teu olhar:
percebes?
sob água quente
sertão novo
espreita
braço do rio
flerte engastado
nossos silêncios
mandacaru trepado em barriguda
lição de vida e malabarismo
estamos dentro da viagem
somos flor d' invernada
beijo de ponta.cabeça nos espera no ar
risco o abismo em furtacor
sou
seu riso despontado
no instante
à sombra do agora
espero chuva apear do galope com o vento
pra nos molhar
07.09.2011
vaga e lume
contentamento sem maquiagem
enigma que não se esconde
no corpo, morada do encontro
sei que posso viver de sonho
ainda há vírgula, distância necessária
conhecemos juntos outra forma de presença, além abraço
05.09.2011
aura
corpo se expande além de si (rumo ao outro/a), feito alma independente de morada . porta aberta ao toque . sinestesias compartilhadas pele.a.pele . convenções reinventadas no ainda irreconhecível universo dos gestos . olho finge ver apenas imagem dada . poética do olhar: insistência em compartilhar segredos, desvendar outros . por outra lógica - interlocução .
01.09.2011
(remodelados em 15/03/2017)
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) Imagem - http://www.flickr.com/photos/pfragoso/3039003859/
minha democracia
(1)
indefinida
nonsense . adrenalina inalienável . junções sem espartilho . aninhada nas dobras do tempo . tenho um ritmo que sobra dentro de outros, tempos que se desajustam no correr da vida que se pinta retilínea . aciono a câmera lenta diante das velocidades insanas . sigo ao contrário . sou da conta-mão . aprecio tudo que é diferente e tento entender suas razões . amanheço à noite, escureço pelo dia, estaciono quando a ordem é correr . insurgente: palavra que me cabe...
29.08.2011
navegar
onda da noite
perfil de madrugada
dorso sonhado
nau que avança de nossas memórias
frio sem alento que percorre o corpo
alma perdida...
Não! Posso ir conta a corrente, deixar o abismo prestes a me tragar, voltar para ir em outra direção. Aquela enseada ainda é só nossa, não é quimera e se faz possível sob o rumo de nossos passos, como um norte. Nisso acredito por inteiro. Vivo as custas do sonho que elaboro diariamente.
23.08.2011
MEU! Nosso... nostra.
Revejo alguns sentidos de posse. Não podemos ter as pessoas, apenas apreendê-las e ainda assim no rastro fátuo de um senso fugaz. Tenho apenas o toque equidistante de sensações que queremos em nós. Hoje percebi a cor da adrenalina que ainda me descompassa. Chegastes até mim pela veia.palavra. Nosso futuro possível passeou comigo ainda agora. Mar distante e que nos aproxima nem que seja no tempo de nossos desejos independentes, que trabalham à revelia de nossa razão falida.
22.08.2011
cor
de azul... é como se veste o ser que habita em mim . vejo-o não como Narciso, no espelho do rio . não tem luas, apenas a mesma face . entristece, anoitece sob capas de sorriso . passeia por arquivos vivos e dança na memória . com sapatos de outrora vence a distância das horas . faz morada no retrato e voa com o assobio . não o conheço bem ainda e me surpreende com ares de maravilha .
16.08.2011
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) Imagem - http://www.farfetch.com.br/shopping/women/item10080852.aspx
domingo, 14 de agosto de 2011
apenas
Deixo que me guies somente em meu lado de dentro
aparência me protege feito casca
vagueio em silêncio
resido no afâ de tua memória
30.07.2011
resisto . aplauso de infinito ouço ao longe . retrocedo em vias de dentro . facho de segundo nào me alcança. dor e melodia com bruma de mar . amanhà me encontra desperta . esqueço mágoa repisada com tortura seca . antes a caatinga e seus espinhos . vela e lampiâo já iluminam nossas noites futuras . vaticínio sem sonho .
07.08.2011
perco o azul da atmosfera onde resisto . sou grito enlaçado de lamento . pereço na curva que te antecede . há um nó cego que ainda não consigo desatar . divago com a humanidade nua . sofro os influxos da existência social . feito bomba errante estouro indevidamente . não há sedas no caminho e o bordado há muito foi esquecido no sofá . quero escuridão e claridade ao mesmo tempo . tenho olhos pra me proteger . não sou só em tua lembrança .
13.08.2011
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) FONTE da imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDaPitqJVi_noP6GToz3HU5xuVCgvjCIXfB68XHNNY_BIIweJ-gHNn10iE2cTrvs2swdDTnvZrR2D1LqZd9iXIrBb3OQO5s0jy6uAexz8yD-PE5I7psOfyywfBy3_PlUneLfSAx40V4osX/s1600/pauta+de+p%C3%A1ssaros.jpg
sábado, 30 de julho de 2011
ITINERÂNCIA
Vem, poeta andante
cobrir-me de olhares
inventar-me em mistérios
abre-me a porta de tuas tardes
recebe-me em teu palácio mais lírico
dá-me a conhecer tuas palavras
NO CAMINHO: passas por entre luzes d'espanto
esconde-te em instantes profanos
entra em meus pensamentos como dono
já rasguei enganos
troquei sentimentos insanos
e não mais me arrependo dos devaneios
nossa utopia é possível
vale-me como vida
estreito cada vez mais nossos laços
25/07/2011
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sábado, 16 de julho de 2011
MEU LEVITAR
(1)
Estou nas nuvens: rodeada de livros
estantes como refúgio
deito sobre um céu de palavras
quero este escritório
materializo aqui um de meus desejos confessos
faço planos pra sonhar
nuvem profissão
não para esquecer problemas
aqui contabilizo pendências zeradas
um livro vem à mão
nele escuto o que já li e em ti vivi
da capa saltam nossas imagens compartilhadas
volto desse voo
e uma palavra me acompanha
a que casa com minhas quimeras aladas: imensidão
13.07.2011
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) FONTE da imagem: http://imaginadongo.blogspot.com/2011/03/destinatario-remetente.html
quinta-feira, 30 de junho de 2011
NUVENS DE SONHO REAL
Navego nossos pensamentos como ninguém mais pode sequer imaginar.
De nossas memórias tiro algo inusitado e que não foi totalmente aproveitado quando do tempo vivido. Como um filme que podemos voltar ou adiantar o tempo, pra perceber e sentir melhor o que compartilhamos sobre pedras hoje desalentadas pela ausência. Faço do passado presente e futuro, como deve mesmo ser encarado o tempo que nos dão a viver.
Nós e um sonho que já é real. Posso acreditar no que vivemos fora do ar que todos respiram. Nosso real é invisível apenas aos olhos daqueles que não aprenderam a ver certas materialidades. O que rege esse sonho são sensações, sentimentos e uma adrenalina tão intensa que chega a surpreender. Aventura nova-diferente a cada elemento novo que nasce desse sonho. E o melhor: quanto mais sonho, mais sinto seu real, mais transpiro tua presença e mais te contagio a sonhar comigo. Isso não é só nuvem.
ROTEIRO:
Você-eu-sonho.real-sensações-memórias-aventura-tempos-nuvem.
30/06/2011
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) FOTO: Acervo particular da autora.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Nada?
(1)
Nada. Mas há dentro desse espaço ao menos um eco de mim que se expande e chega até você.
Repare: aliás os espaços enganam, ainda mais se forem os recônditos, os ermos, os de segredo.
passo a vida pelo teu avesso
e sei que nunca é quase nada
rodopio em meus ais
um concerto onde bailo com vendavais
e no salão
nada além de você ou o nada, além de você
respingos de nossas memórias inventadas
dão exemplo desse espaço cheio de vazio
nada e ninguém nos roubam isso
é tino preencher os espaços
a humanidade é dada a isso
pontes e pontes sobre abismos
registro mesmo assim meu desatino
não sem certezas do feito
e sim, sem o tom de absoluto que está fora de mim
Não quero essa lírica exata, pintada de razão em várias cores. Solto as rédeas das palavras. São potros livres e aqui podem tudo. Selvagens em talhe sóbrio: não, não combinam. Remendo estes versos com prosa frouxa, para além da exatidão, em fuga dos dicionários. Encontrei palavras trêmulas, escondidas no nada. Lá haviam um.sem.número de imagens, precipitando-se já em quase fantasmas. Não resisti e lancei mais uma ponte possível e de lá puderam sair radiantes. O nada é quase tenebroso, não fossem os apelos de ninguém e de nenhum.
09/06/2011
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) FONTE da imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg3Wfwyf-xxi4Z614eAXGKA7u0ygyFVL5eK6twcECGVpX_Z60Ui2-YKTdbls2LLeOoROOSpdskpOtxQWMtQEZlWj6nUOKIIBanFpGdyfea7crE5ajxdGkEaKix1l3lTgqVTXc6awANiURs/s1600/darkness-forest-night-image-31000.jpg
sexta-feira, 3 de junho de 2011
entre possível e inusitado
(1)
meu barquinho envelhecido
parte da interseção do horizonte
e tenta chegar em águas de novidade
salto contra a gravidade
invisto no impossível
no mínimo faço instantes inusitados
não gosto de um só suporte
do papel ou da página em branco.só
escrevo agora pelo avesso
As vezes penso em lírica subalterna, em verbo sempre no masculino a imperar ordens sobre o que escrevo e lembro de Bachelard, quando fala de sua busca pelo feminino das palavras. Então acalmo a pena e esqueço as tradições. Quero escorrescrever ou escrever em volteios escorregadios, sem deixar nenhuma rédea me guiar. Deixo a lírica ir à frente, para saltar sobre seus rastros e compor os meus no rumo que quiser. Os desenhos que minhas palavras formam ainda são hieróglifos pra mim. Não posso decifrá-los todos e nem quero. Há espaço no que escrevo para uma poética sem fim, feita de leituras alheias e de leituras que escrevem em outros idiomas e tintas.
rasgo de insensatez
estranha lucidez
quero assim minhas palavras
interseção
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) FONTE DA IMAGEM: http://www.flickr.com/photos/ljkay/3691323794/in/photostream
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Centauro alado
(1)
Fênix
Ônix
Mitos e lendas
histórias reais
imagens do magnífico
Penso num centauro
alado do meu sonho
vibro por sua existência una
cavaleiro animalesco
Escarlate mundo mitológico
Deuses e ninfas a reinar
seres irreais reais
A nuvem passeia
flertando com ele
alado centauro
irmão das estrelas
Rosa mística
presa em tuas asas
inebrias teu vôo lento
Seu sonho lindo
povoa os meus
Centauro alado
Ensina-me a voar por mundos
Ser feiticeira das águas
Aprendiz das estrelas
Amante das gaivotas
Centauro alado
num vôo noturno
encanta seus mundos
e sempre mais o meu
Teu brilho especial
ensina-me a magia
do segredo em tuas asas
27/02/1997
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) Imagem - http://www.pobladores.com/channels/entretenimiento/Andromeda_Mountain/area/24/subarea/2
domingo, 22 de maio de 2011
CAVALEIRO ANDANTE DE MEUS SONHOS
espelho turvo de memórias
. nuas .
senhor caudilho e lírico
. sem poder .
mesuras, delicadezas de raro charme
. espanto .
em minha mais alta torre
. alcance .
dentro de nossos mistérios
. encontros .
por entre brumas de madrugada
. cartas .
ritmos de coração
. distância .
prado de uma ilusão
. certezas .
gotas sem desespero
. esperança .
orvalho de velhas batalhas
. oração .
poço de muitas lágrimas
. condão .
espírito de teus lirismos
. perdão .
passos rumo a presentes
. ações .
regimes de ingratidão
. soluços .
rimas de uma vida
. amar .
22/05/2011
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) Fonte da imagem, de Cândido Portinari - https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj6_L6M7p8dvP0mds-UQsnoJdascdWWFy1W9qRqTjqwJz1PYmbQwygokVc3xOmb9YJM6kMxZUP-YyhI69-iUmsItWyxbTspsAw0FsU3dyc4fPmEglZI9upeb7BKQTnd5lfx4hqbWygrWW4/s1600-h/sonho.jpg
Publicado também no Meme/yahoo.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
RASURAS
RASURAS
(pra você)
resta-me o infinito pra sonhar
falta-me o soluço certas horas
abundam imagens nossas
Zeus-Deus... não vão-se embora
luz nessa hora
encalham-se planos de sempre
marmotas lembram-me você
ensaio passos, arquiteto
resisto se for conveniente
nosso baile à espera
ilusões também constróem sonhos
sigo... escuto... sinto...
a um instante de você
minha memória brinca sem dever
cheiros despertam certos imaginários
quero escrever minhas-nossas histórias
rabisco um caminho-sem-fim
pintadinho de mil’azuis
boca.corpo.olho dentro de nossos (só nossos) mistérios
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Andréa do N. Mascarenhas Silva
em 09/05/2011
(1) Fonte da imagem (Manuscrito da "Eroica" com rasura de Beethoven apagando a dedicatória a Bonaparte): http://euterpe.blog.br/
teus / nossos arquivos
I
longa madrugada sem sonhos
e não é que não nutra imaginários
são de lutas meus momentos tolos
II
aperto as mãos e as palavras não vem
labitinto se forma em mim mesma
tranco a porta do abismo em vc
III
instalo outros tempos em mim
preciso de halos imateriais
e asas poderosas a nos unir
IV
rasgo velhas certezas
empresto livros que não quero mais
teus arquivos são cada vez mais meus
V
manhanzinha amiga minha
dá-me luz encantatória
respira bem dentro de minh'alma
VI
nossos tempos se estreitam
nossas luas formam interseções
nosso barco já partiu e lá estamos nós
07 e 09/05/2011
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[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
(1) Fonte da imagem - http://pioneiros1275airaes.blogspot.com/2009/08/respeito-pela-natureza.html
sexta-feira, 8 de abril de 2011
À SOMBRA DA LUA
estalos sob o pé
paisagens de nós pela rua
noite longa em solidão
palavras soltas na lembrança
contatos sinestésicos à distância
entre Camões e Pessoa estamos quase à sós
Risco um rio que não seca e nele encontro nossos versos, todos soltos, a compor um livro regado à lírica. Nossas imagens se confundem com a água de mil tons que brota das palavras. Escreves um verso, eu outro e por nossas mãos se entrelaçam pensamentos que escorregam sem se fixarem ao papel. Vaticino esse futuro que não é mais só meu...
Texto escrito em meios virtuais em 08/04/2011, sem rascunho.
FOTO: http://maiovinteeseis.blogspot.com/2005/11/vov.html
sexta-feira, 18 de março de 2011
Livro de Deus
Em tempos de Tsunamis,
a matemática da vida nos ensina que vivemos / somos / estamos
anos-luz na escala negativa...
Pedacinho de poeira no vácuo
flores no jardim da existência
poemas em verso livre no livro de Deus
Vendavais . alvoradas . paz .
barbas na salmoura
carnavais desalentados
À beira de um abismo cósmico, somos tragados por forças invisíveis. Olhos incrédulos nos deixam sem chão. Correnteza desgovernada nos ensina a pequenez. Outros valores e medidas precisam ser apr(e)endidos urgentemente. Tempos que impelem à reflexão profunda.
Ventos, acercam-se de nós
lama . tormento . fé .
pra que servem gravatas de seda?...
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Homenagem as vítimas dos terremotos no Japão - 2011
Texto produzido em meios virtuais, em 13 e 18/03/2011, sem rascunho.
(1) FOTO: http://hardhardware.com.br/blogdowal/tecnologia/relacao-com-terremotos-e-tsunamis/
domingo, 6 de março de 2011
haikais quebrados
Olhar a lua .
desfaz tua ira .
retrato em silêncio .
Princípio de leveza .
em chafariz de encantamento .
doce perdão .
Sob capas . dissimulada .
sorvo teu olhar andarilho . e .
não me traio .
( 2 )
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Poema feito em meios virtuais (sem manuscrito) em dias diferentes: 12, 19/02 e 01/03/2011
Publicado também no Meme/yahoo em 13/02/2011.
Sobre a arte do Haikai:
http://www.sumauma.net/haikumasters/basho/basho-bio.html
http://www.nipocultura.com.br/?tag=arte
http://www.insite.com.br/rodrigo/poet/haikai.html
http://ensinandoartesvisuais.blogspot.com/2007/08/charge-histria-e-cultura-infantil.html
( 1 ) Fonte da Imagem: http://www.nipocultura.com.br/?tag=arte
( 2 ) Fonte da imagem: http://alanlokko.blogspot.com/2010/05/lua-cheia.html
terça-feira, 1 de março de 2011
pleni.tu.de
(1)
sim! plena
eis como estou tingida hoje
giz.e.chão
apago a vela da noite
anterior
fantásticas
a lua me assopra teus pensamentos
nus
prata e negro combinam retratos
de tiem tua presença
sou falso firmamento
im.preciso.suspiro-êxtase
01/03/2011
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
(Poema feito em meios virtuais)
SSA, 22/01/2010
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(1) FOTO: http://institutotaraverde.blogspot.com/
Publicado também no Meme/yahoo.
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