Um "arquivo" impertinente, móvel, virtual e não só - pessoal/coletivo e que não pede licença para existir. Aqui tintas virtuais em infinitos tons de azul caem sobre as palavras, enquanto imagens inauguram outras linguagens. ESTE BLOG É UMA INVENÇÃO DA AUTORA [ © Andréa do N. Mascarenhas Silva ∞ ]. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. IBSN 19-09-2009-19. Modelo e tecnologia Blogger..
quinta-feira, 30 de junho de 2011
NUVENS DE SONHO REAL
Navego nossos pensamentos como ninguém mais pode sequer imaginar.
De nossas memórias tiro algo inusitado e que não foi totalmente aproveitado quando do tempo vivido. Como um filme que podemos voltar ou adiantar o tempo, pra perceber e sentir melhor o que compartilhamos sobre pedras hoje desalentadas pela ausência. Faço do passado presente e futuro, como deve mesmo ser encarado o tempo que nos dão a viver.
Nós e um sonho que já é real. Posso acreditar no que vivemos fora do ar que todos respiram. Nosso real é invisível apenas aos olhos daqueles que não aprenderam a ver certas materialidades. O que rege esse sonho são sensações, sentimentos e uma adrenalina tão intensa que chega a surpreender. Aventura nova-diferente a cada elemento novo que nasce desse sonho. E o melhor: quanto mais sonho, mais sinto seu real, mais transpiro tua presença e mais te contagio a sonhar comigo. Isso não é só nuvem.
ROTEIRO:
Você-eu-sonho.real-sensações-memórias-aventura-tempos-nuvem.
30/06/2011
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) FOTO: Acervo particular da autora.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Nada?
(1)
Nada. Mas há dentro desse espaço ao menos um eco de mim que se expande e chega até você.
Repare: aliás os espaços enganam, ainda mais se forem os recônditos, os ermos, os de segredo.
passo a vida pelo teu avesso
e sei que nunca é quase nada
rodopio em meus ais
um concerto onde bailo com vendavais
e no salão
nada além de você ou o nada, além de você
respingos de nossas memórias inventadas
dão exemplo desse espaço cheio de vazio
nada e ninguém nos roubam isso
é tino preencher os espaços
a humanidade é dada a isso
pontes e pontes sobre abismos
registro mesmo assim meu desatino
não sem certezas do feito
e sim, sem o tom de absoluto que está fora de mim
Não quero essa lírica exata, pintada de razão em várias cores. Solto as rédeas das palavras. São potros livres e aqui podem tudo. Selvagens em talhe sóbrio: não, não combinam. Remendo estes versos com prosa frouxa, para além da exatidão, em fuga dos dicionários. Encontrei palavras trêmulas, escondidas no nada. Lá haviam um.sem.número de imagens, precipitando-se já em quase fantasmas. Não resisti e lancei mais uma ponte possível e de lá puderam sair radiantes. O nada é quase tenebroso, não fossem os apelos de ninguém e de nenhum.
09/06/2011
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) FONTE da imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg3Wfwyf-xxi4Z614eAXGKA7u0ygyFVL5eK6twcECGVpX_Z60Ui2-YKTdbls2LLeOoROOSpdskpOtxQWMtQEZlWj6nUOKIIBanFpGdyfea7crE5ajxdGkEaKix1l3lTgqVTXc6awANiURs/s1600/darkness-forest-night-image-31000.jpg
sexta-feira, 3 de junho de 2011
entre possível e inusitado
(1)
meu barquinho envelhecido
parte da interseção do horizonte
e tenta chegar em águas de novidade
salto contra a gravidade
invisto no impossível
no mínimo faço instantes inusitados
não gosto de um só suporte
do papel ou da página em branco.só
escrevo agora pelo avesso
As vezes penso em lírica subalterna, em verbo sempre no masculino a imperar ordens sobre o que escrevo e lembro de Bachelard, quando fala de sua busca pelo feminino das palavras. Então acalmo a pena e esqueço as tradições. Quero escorrescrever ou escrever em volteios escorregadios, sem deixar nenhuma rédea me guiar. Deixo a lírica ir à frente, para saltar sobre seus rastros e compor os meus no rumo que quiser. Os desenhos que minhas palavras formam ainda são hieróglifos pra mim. Não posso decifrá-los todos e nem quero. Há espaço no que escrevo para uma poética sem fim, feita de leituras alheias e de leituras que escrevem em outros idiomas e tintas.
rasgo de insensatez
estranha lucidez
quero assim minhas palavras
interseção
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) FONTE DA IMAGEM: http://www.flickr.com/photos/ljkay/3691323794/in/photostream
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Centauro alado
(1)
Fênix
Ônix
Mitos e lendas
histórias reais
imagens do magnífico
Penso num centauro
alado do meu sonho
vibro por sua existência una
cavaleiro animalesco
Escarlate mundo mitológico
Deuses e ninfas a reinar
seres irreais reais
A nuvem passeia
flertando com ele
alado centauro
irmão das estrelas
Rosa mística
presa em tuas asas
inebrias teu vôo lento
Seu sonho lindo
povoa os meus
Centauro alado
Ensina-me a voar por mundos
Ser feiticeira das águas
Aprendiz das estrelas
Amante das gaivotas
Centauro alado
num vôo noturno
encanta seus mundos
e sempre mais o meu
Teu brilho especial
ensina-me a magia
do segredo em tuas asas
27/02/1997
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) Imagem - http://www.pobladores.com/channels/entretenimiento/Andromeda_Mountain/area/24/subarea/2
domingo, 22 de maio de 2011
CAVALEIRO ANDANTE DE MEUS SONHOS
espelho turvo de memórias
. nuas .
senhor caudilho e lírico
. sem poder .
mesuras, delicadezas de raro charme
. espanto .
em minha mais alta torre
. alcance .
dentro de nossos mistérios
. encontros .
por entre brumas de madrugada
. cartas .
ritmos de coração
. distância .
prado de uma ilusão
. certezas .
gotas sem desespero
. esperança .
orvalho de velhas batalhas
. oração .
poço de muitas lágrimas
. condão .
espírito de teus lirismos
. perdão .
passos rumo a presentes
. ações .
regimes de ingratidão
. soluços .
rimas de uma vida
. amar .
22/05/2011
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
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(1) Fonte da imagem, de Cândido Portinari - https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj6_L6M7p8dvP0mds-UQsnoJdascdWWFy1W9qRqTjqwJz1PYmbQwygokVc3xOmb9YJM6kMxZUP-YyhI69-iUmsItWyxbTspsAw0FsU3dyc4fPmEglZI9upeb7BKQTnd5lfx4hqbWygrWW4/s1600-h/sonho.jpg
Publicado também no Meme/yahoo.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
RASURAS
RASURAS
(pra você)
resta-me o infinito pra sonhar
falta-me o soluço certas horas
abundam imagens nossas
Zeus-Deus... não vão-se embora
luz nessa hora
encalham-se planos de sempre
marmotas lembram-me você
ensaio passos, arquiteto
resisto se for conveniente
nosso baile à espera
ilusões também constróem sonhos
sigo... escuto... sinto...
a um instante de você
minha memória brinca sem dever
cheiros despertam certos imaginários
quero escrever minhas-nossas histórias
rabisco um caminho-sem-fim
pintadinho de mil’azuis
boca.corpo.olho dentro de nossos (só nossos) mistérios
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Andréa do N. Mascarenhas Silva
em 09/05/2011
(1) Fonte da imagem (Manuscrito da "Eroica" com rasura de Beethoven apagando a dedicatória a Bonaparte): http://euterpe.blog.br/
teus / nossos arquivos
I
longa madrugada sem sonhos
e não é que não nutra imaginários
são de lutas meus momentos tolos
II
aperto as mãos e as palavras não vem
labitinto se forma em mim mesma
tranco a porta do abismo em vc
III
instalo outros tempos em mim
preciso de halos imateriais
e asas poderosas a nos unir
IV
rasgo velhas certezas
empresto livros que não quero mais
teus arquivos são cada vez mais meus
V
manhanzinha amiga minha
dá-me luz encantatória
respira bem dentro de minh'alma
VI
nossos tempos se estreitam
nossas luas formam interseções
nosso barco já partiu e lá estamos nós
07 e 09/05/2011
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[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
(1) Fonte da imagem - http://pioneiros1275airaes.blogspot.com/2009/08/respeito-pela-natureza.html
sexta-feira, 8 de abril de 2011
À SOMBRA DA LUA
estalos sob o pé
paisagens de nós pela rua
noite longa em solidão
palavras soltas na lembrança
contatos sinestésicos à distância
entre Camões e Pessoa estamos quase à sós
Risco um rio que não seca e nele encontro nossos versos, todos soltos, a compor um livro regado à lírica. Nossas imagens se confundem com a água de mil tons que brota das palavras. Escreves um verso, eu outro e por nossas mãos se entrelaçam pensamentos que escorregam sem se fixarem ao papel. Vaticino esse futuro que não é mais só meu...
Texto escrito em meios virtuais em 08/04/2011, sem rascunho.
FOTO: http://maiovinteeseis.blogspot.com/2005/11/vov.html
sexta-feira, 18 de março de 2011
Livro de Deus
Em tempos de Tsunamis,
a matemática da vida nos ensina que vivemos / somos / estamos
anos-luz na escala negativa...
Pedacinho de poeira no vácuo
flores no jardim da existência
poemas em verso livre no livro de Deus
Vendavais . alvoradas . paz .
barbas na salmoura
carnavais desalentados
À beira de um abismo cósmico, somos tragados por forças invisíveis. Olhos incrédulos nos deixam sem chão. Correnteza desgovernada nos ensina a pequenez. Outros valores e medidas precisam ser apr(e)endidos urgentemente. Tempos que impelem à reflexão profunda.
Ventos, acercam-se de nós
lama . tormento . fé .
pra que servem gravatas de seda?...
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Homenagem as vítimas dos terremotos no Japão - 2011
Texto produzido em meios virtuais, em 13 e 18/03/2011, sem rascunho.
(1) FOTO: http://hardhardware.com.br/blogdowal/tecnologia/relacao-com-terremotos-e-tsunamis/
domingo, 6 de março de 2011
haikais quebrados
Olhar a lua .
desfaz tua ira .
retrato em silêncio .
Princípio de leveza .
em chafariz de encantamento .
doce perdão .
Sob capas . dissimulada .
sorvo teu olhar andarilho . e .
não me traio .
( 2 )
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Poema feito em meios virtuais (sem manuscrito) em dias diferentes: 12, 19/02 e 01/03/2011
Publicado também no Meme/yahoo em 13/02/2011.
Sobre a arte do Haikai:
http://www.sumauma.net/haikumasters/basho/basho-bio.html
http://www.nipocultura.com.br/?tag=arte
http://www.insite.com.br/rodrigo/poet/haikai.html
http://ensinandoartesvisuais.blogspot.com/2007/08/charge-histria-e-cultura-infantil.html
( 1 ) Fonte da Imagem: http://www.nipocultura.com.br/?tag=arte
( 2 ) Fonte da imagem: http://alanlokko.blogspot.com/2010/05/lua-cheia.html
terça-feira, 1 de março de 2011
pleni.tu.de
(1)
sim! plena
eis como estou tingida hoje
giz.e.chão
apago a vela da noite
anterior
fantásticas
a lua me assopra teus pensamentos
nus
prata e negro combinam retratos
de tiem tua presença
sou falso firmamento
im.preciso.suspiro-êxtase
01/03/2011
[Andréa do N. Mascarenhas Silva]
(Poema feito em meios virtuais)
SSA, 22/01/2010
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(1) FOTO: http://institutotaraverde.blogspot.com/
Publicado também no Meme/yahoo.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
procur ação
piso no céu:
um mar de estrelas
preciso, eu sei,
um óculos de poeta
levo da Bahia – tributo
aos pés de Castro Alves, sandálias de couro
e a memória em sete artes
Glauber Rocha, poeta-movimento
completa um abraço mais que simbólico
e diante do mar, compartilha sertões:
poéticas de liberdade
ser e estar na Bahia
ser e/ou não ser
vozes, búzios, profecias
SSA, 30/01/2011
Para fruir/e/saber mais sobre Castro Alves e Glauber Rocha:
http://www.overmundo.com.br/overblog/coincidencias-ligam-glauber-a-castro-alves
http://www.vidaslusofonas.pt/castro_alves.htm
http://www.vidaslusofonas.pt/glauber_rocha.htm
Link da Foto: www.flickr.com/photos/eufotografa/3216689408/
sábado, 22 de janeiro de 2011
Furta.cor da lembrança
De azul e branco me banho este ano
em rio de contas
na furta.cor da lembrança
bailarina carnavalesca
arrepia-se em sentimentos verdes
e foge, salta a janela: madrugada
águas, cascatas e ventos
passos, nados e bailes
e no frio... venho do passado ao presente
ruinas, casario centenário
em frente da igreja - risos
lá passeiam meus olhos... saudades
by Andréa Mascarenhas
Texto escrito em meios virtuais, sem rascunho, em 11, 12/01/2011 e 23/01/2011
*** Para Ana Paula Ramos Pereira, de Rio de Contas/BA, uma amiga que conheci em Aracaju, há muito tempo...Saudades...
(*) FOTO: Obra de arte do artista natural de Rio de Contas/BA, Luiz Hermano. EM: http://www.arteref.com/artref/index.php/noticias/view/1966/artesPlasticas
domingo, 12 de dezembro de 2010
pensamento alado
(segunda versão)
| pensamento alado |
hoje
dia e chuva
conversão
medida de poesia
palavras molhadas
necessidade
cai, céu
alma
(in)saciada
gotas pesadas
corpo de vida
lavado
em palavras
acordo/AR
acordo/AR
frio
quase
in(c/s)ipiente
revolvo crateras
busc@ tudo
passeio pensamentos
pra longe
quimera
vou ao passado
rumo
ao que não tem
fim...
(primeira versão)
Hoje o dia traz chuva, que quero converter na medida da poesia...
Palavras molhadas pela necessidade que cai do céu...
Alma que ainda não se saciou com as gotas pesadas...
Corpo de vida em palavras lavado....
Acordo com o frio quase in(c/s)ipiente
revolvo crateras em busca de tudo
passeio o pensamento pra longe-quimera
vou ao passado em busca que não tem fim...
12/12/2010
Andréa do N. Mascarenhas Silva
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Imagem: acervo particular da autora.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
SONHO...
Uma espécie de muiraquitã cruzou meus caminhos...
... e o cheiro de mistério, cor de ambar disfarçado,
fez morada em meus arquivos...
Quero preencher os espaços com palavras de luz...
na memória passeiam fantasmas de minhas invenções...
rasgo a roupa da coragem e ouso lembrar...
...
É que o passado sempre me chama, mas piso o futuro...
...
Acordo da dor tingida em outras cores, tuas cores...
Andréa do Nascimento Mascarenhas Silva
(Texto escrito em meio virtual, aos pedaços. EM: 29 e 30/10/2010, novembro e dezembro/2010)
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(1) IMAGEM - https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZjHE4YWjsRticxiqBH9kHfKSDqW1FnllFpAbOAKoKemsVibA6tQDzrNtBLEpOwEGnOgWte-IC8bW7M-MfZCtdFO6k022ffgoil3pgZVqfVysJppCMhFbWA6PuGwGJiNIiAxyq72ZPRrg/s400/SONHO+GIRL%255B1%255D.JPG
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
poema azul-mar
poema azul-mar
parto com meu barco
a navegar estas paredes
só vislumbro um naufrágio
vou tomada por tuas ondulações
pescar ilusões embaraçadas
na rede das (a)sensações
escamas por toda parte
odores, ondas quebrando, redemoinhos
desaguo na praia d'esperança
apesar dos maremotos
vendavais me conduzem a outros mares
lá sou mais que mito-sereia-feitiço
30/11/2010
Andréa do N. Mascarenhas Silva
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FOTO: (acervo particular)
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
na porta do tempo
(segunda versão)
| na porta do tempo |
pé no passado . àquela casa de
ontem, pensar o tempo . ves.tida em cores simpáticas, segura, em teu jardim, aura
intemporal . pressinto: correr livremente pelo tempo, ir.e.vir . suave, ora:
vertiginosa . sentar naquele banco, viagem, dado prazer . lugares e o mesmo
lugar . pessoas e suas vestes, ali . outras pessoas, tardes, conversas . brisa de
ontem em mim . tempo em outro tempo . parte da existência . testemunhas do que
nos rodeia: faísca (in)temporal, acesa, ali . universo paralelo em nós - valsa
do tempo: dançam nossos ancestrais e entes futuros . sopros da vida . nessa
estação, toco e passo . por aqui, meus sapatos de bailarina . e valsam,
intemporalmente: bailes de fantasia .
(primeira versão)
Aquela casa de ontem me fez pensar no tempo. Vestida com cores simpáticas, teu jardim segura uma aura intemporal. Pressinto que ali posso correr livremente pelo tempo - ir.e.vir suavemente, ora vertiginosamente. Ao sentar naquele banco fiz uma viagem como há muito não me havia dado o prazer. Percorri lugares e o mesmo lugar, vi pessoas e prestei muita atenção em como se vestiam para ali estar. Naquele mesmo banco outras pessoas descansaram, passaram tardes a conversar e a aproveitar a brisa. E o tempo, em outro tempo, pode me oferecer o privilégio de ali também poder passar, sentar e aproveitar a brisa. Assim fazemos parte da existência, ao atentar para o que nos rodeia, ao que pode nos fazer testemunhas de uma faisca temporal que já não pode mais ser ou estar acesa, mas que ali esteve. Como em um universo paralelo, por ali mesmo passamos e temos o raro privilégio de dançar a valsa do tempo: tanto com nossos ancestrais quanto com nossos entes futuros, que ainda hão de receber o sopro da vida. Preciso entender o que toca e o que passa na estação desse sopro...
SSA, 28/01/2010
"Por aqui passeiam meus sapatos de bailarina e valsam intemporalmente nos bailes da fantasia..."
SSA, 29/10/2010
Um pé no passado - Academia de Letras da Bahia/SSA.
SSA, 10/11/2009
Andréa do N. Mascarenhas Silva
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(1) FOTO: (acervo particular).
Publicado originalmente no Meme/yahoo, em 10/11/2009.
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