terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

procur ação



piso no céu:

um mar de estrelas



preciso, eu sei,

um óculos de poeta



levo da Bahia – tributo

aos pés de Castro Alves, sandálias de couro

e a memória em sete artes



Glauber Rocha, poeta-movimento

completa um abraço mais que simbólico

e diante do mar, compartilha sertões:

poéticas de liberdade



ser e estar na Bahia

ser e/ou não ser

vozes, búzios, profecias


SSA, 30/01/2011

Para fruir/e/saber mais sobre Castro Alves e Glauber Rocha:
http://www.overmundo.com.br/overblog/coincidencias-ligam-glauber-a-castro-alves
http://www.vidaslusofonas.pt/castro_alves.htm
http://www.vidaslusofonas.pt/glauber_rocha.htm

Link da Foto: www.flickr.com/photos/eufotografa/3216689408/

sábado, 22 de janeiro de 2011

Furta.cor da lembrança

(*)


De azul e branco me banho este ano
em rio de contas 
na furta.cor da lembrança


bailarina carnavalesca
arrepia-se em sentimentos verdes
e foge, salta a janela: madrugada


águas, cascatas e ventos
passos, nados e bailes
e no frio... venho do passado ao presente


ruinas, casario centenário
em frente da igreja - risos
lá passeiam meus olhos... saudades



by Andréa Mascarenhas


Texto escrito em meios virtuais, sem rascunho, em 11, 12/01/2011 e 23/01/2011


*** Para Ana Paula Ramos Pereira, de Rio de Contas/BA, uma amiga que conheci em Aracaju, há muito tempo...Saudades...



(*) FOTO: Obra de arte do artista natural de Rio de Contas/BA, Luiz Hermano. EM: http://www.arteref.com/artref/index.php/noticias/view/1966/artesPlasticas

domingo, 12 de dezembro de 2010

pensamento alado






















 (segunda versão)



| pensamento alado |


hoje  
dia e chuva  
conversão  


medida de poesia


palavras molhadas  
necessidade  
cai, céu


alma  
(in)saciada  
gotas pesadas


corpo de vida
lavado
em palavras


acordo/AR
frio
quase
in(c/s)ipiente


revolvo crateras
busc@ tudo


passeio pensamentos
pra longe
quimera


vou ao passado
rumo
ao que não tem
fim...





(primeira versão)


Hoje o dia traz chuva, que quero converter na medida da poesia...



   Palavras molhadas pela necessidade que cai do céu...



      Alma que ainda não se saciou com as gotas pesadas...



         Corpo de vida em palavras lavado....



         Acordo com o frio quase in(c/s)ipiente



      revolvo crateras em busca de tudo



   passeio o pensamento pra longe-quimera



vou ao passado em busca que não tem fim...




12/12/2010



Andréa do N. Mascarenhas Silva


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Imagem: acervo particular da autora.


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

SONHO...



Uma espécie de muiraquitã cruzou meus caminhos...
... e o cheiro de mistério, cor de ambar disfarçado,
fez morada em meus arquivos...

Quero preencher os espaços com palavras de luz...
na memória passeiam fantasmas de minhas invenções...
rasgo a roupa da coragem e ouso lembrar...

...


É que o passado sempre me chama, mas piso o futuro...

...

Acordo da dor tingida em outras cores, tuas cores...




Andréa do Nascimento Mascarenhas Silva

(Texto escrito em meio virtual, aos pedaços. EM: 29 e 30/10/2010, novembro e dezembro/2010)

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(1) IMAGEM - https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZjHE4YWjsRticxiqBH9kHfKSDqW1FnllFpAbOAKoKemsVibA6tQDzrNtBLEpOwEGnOgWte-IC8bW7M-MfZCtdFO6k022ffgoil3pgZVqfVysJppCMhFbWA6PuGwGJiNIiAxyq72ZPRrg/s400/SONHO+GIRL%255B1%255D.JPG

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

poema azul-mar




poema azul-mar


parto com meu barco
a navegar estas paredes
só vislumbro um naufrágio

vou tomada por tuas ondulações
pescar ilusões embaraçadas
na rede das (a)sensações

escamas por toda parte
odores, ondas quebrando, redemoinhos
desaguo na praia d'esperança

apesar dos maremotos
vendavais me conduzem a outros mares
lá sou mais que mito-sereia-feitiço



30/11/2010

Andréa do N. Mascarenhas Silva

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FOTO: (acervo particular)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

na porta do tempo

(1)



(segunda versão)




| na porta do tempo |


pé no passado . àquela casa de ontem, pensar o tempo . ves.tida em cores simpáticas, segura, em teu jardim, aura intemporal . pressinto: correr livremente pelo tempo, ir.e.vir . suave, ora: vertiginosa . sentar naquele banco, viagem, dado prazer . lugares e o mesmo lugar . pessoas e suas vestes, ali . outras pessoas, tardes, conversas . brisa de ontem em mim . tempo em outro tempo . parte da existência . testemunhas do que nos rodeia: faísca (in)temporal, acesa, ali . universo paralelo em nós - valsa do tempo: dançam nossos ancestrais e entes futuros . sopros da vida . nessa estação, toco e passo . por aqui, meus sapatos de bailarina . e valsam, intemporalmente: bailes de fantasia .
 




(primeira versão)


Aquela casa de ontem me fez pensar no tempo. Vestida com cores simpáticas, teu jardim segura uma aura intemporal. Pressinto que ali posso correr livremente pelo tempo - ir.e.vir suavemente, ora vertiginosamente. Ao sentar naquele banco fiz uma viagem como há muito não me havia dado o prazer. Percorri lugares e o mesmo lugar, vi pessoas e prestei muita atenção em como se vestiam para ali estar. Naquele mesmo banco outras pessoas descansaram, passaram tardes a conversar e a aproveitar a brisa. E o tempo, em outro tempo, pode me oferecer o privilégio de ali também poder passar, sentar e aproveitar a brisa. Assim fazemos parte da existência, ao atentar para o que nos rodeia, ao que pode nos fazer testemunhas de uma faisca temporal que já não pode mais ser ou estar acesa, mas que ali esteve. Como em um universo paralelo, por ali mesmo passamos e temos o raro privilégio de dançar a valsa do tempo: tanto com nossos ancestrais quanto com nossos entes futuros, que ainda hão de receber o sopro da vida. Preciso entender o que toca e o que passa na estação desse sopro...


SSA, 28/01/2010


"Por aqui passeiam meus sapatos de bailarina e valsam intemporalmente nos bailes da fantasia..."
SSA, 29/10/2010



Um pé no passado - Academia de Letras da Bahia/SSA.
SSA, 10/11/2009


Andréa do N. Mascarenhas Silva

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(1) FOTO: (acervo particular).
Publicado originalmente no Meme/yahoo, em 10/11/2009.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

vontade de escrever: escreviver





(segunda versão)





| vontade de escrever: escreviver |


sem dor e sem silêncio tempo não corre. vertiginosa não é a vida . nós somos .

da compulsão por tomar conta do que (de quem) faz parte do nosso quinhão de existência, vida mais e mais se nos escapa por entre os dedos .

dor, essência que nos acompanha desde sempre . por quê? tudo se inventa . invento vida sem dor .

tentativas de entender: o que se passa? lateralidades me rodeiam, transpassam, saem de mim .

noções gerais de alteridade: pressuponho tua ótica.vida . o que nos envolve . o que se tornar múlti.pl@.facetad@ . o que mais e mais nos envolve .

há muito . não transito caminhos retilíneos . pés (des)obedecem: vias e veios despercebidos .

encanto: tradução de passado resistente aos tempos .
espera meu olhar, facho de presente – movimento .
tempo, apreensível, palpável .
sensações de maleabilidade .
privilégio: ou tempo se dobra ou me dobr@ - possibilidades.
 





(primeira versão)


07/10/2009


Sem dor e sem silêncio percebo que o tempo não corre. Não é a vida que é vertiginosa: somos nós; e da nossa compulsão por tomar conta do que (ou de quem) faz parte do nosso quinhão de existência é que ela mais e mais se nos escapa por entre os dedos.


17/10/2009


A dor é essência que nos acompanha desde sempre. Não deveria ser assim. Já que tudo se inventa, vou inventando a vida sem dor, na tentativa de entender o que se passa em quase todas as lateralidades que me rodeiam, que me transpassam e que saem de mim. Depois que aprendi noções gerais de alteridade, não consigo mais não pressupor a tua ótica sobre a vida que nos envolve e que acaba por se tornar múltipla, multifacetada e ainda assim mais e mais nos envolve.



19/10/2009

Há muito não transito pelos caminhos retilíneos. Meus pés já sabem (des)obedecer e encontrar os veios talvez mais despercebidos.

Encanto: é como me traduzo diante de um objeto que pertenceu ao passado e resiste até hoje, como a esperar meu olhar, o facho de presente sobre o qual posso me movimentar. Nesses momentos o tempo é facilmente apreensível, quase palpável, o que dá uma sensação de maleabilidade e privilégio ao mesmo tempo. Não sei se o tempo se dobra ou sou eu quem o faço - há aqui muitas possibilidades.



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(FOTO: Academia de Letras da Bahia - SSA/Nazaré - acervo particular)