Um "arquivo" impertinente, móvel, virtual e não só - pessoal/coletivo e que não pede licença para existir. Aqui tintas virtuais em infinitos tons de azul caem sobre as palavras, enquanto imagens inauguram outras linguagens. ESTE BLOG É UMA INVENÇÃO DA AUTORA [ © Andréa do N. Mascarenhas Silva ∞ ]. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. IBSN 19-09-2009-19. Modelo e tecnologia Blogger..
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
procur ação
piso no céu:
um mar de estrelas
preciso, eu sei,
um óculos de poeta
levo da Bahia – tributo
aos pés de Castro Alves, sandálias de couro
e a memória em sete artes
Glauber Rocha, poeta-movimento
completa um abraço mais que simbólico
e diante do mar, compartilha sertões:
poéticas de liberdade
ser e estar na Bahia
ser e/ou não ser
vozes, búzios, profecias
SSA, 30/01/2011
Para fruir/e/saber mais sobre Castro Alves e Glauber Rocha:
http://www.overmundo.com.br/overblog/coincidencias-ligam-glauber-a-castro-alves
http://www.vidaslusofonas.pt/castro_alves.htm
http://www.vidaslusofonas.pt/glauber_rocha.htm
Link da Foto: www.flickr.com/photos/eufotografa/3216689408/
sábado, 22 de janeiro de 2011
Furta.cor da lembrança
De azul e branco me banho este ano
em rio de contas
na furta.cor da lembrança
bailarina carnavalesca
arrepia-se em sentimentos verdes
e foge, salta a janela: madrugada
águas, cascatas e ventos
passos, nados e bailes
e no frio... venho do passado ao presente
ruinas, casario centenário
em frente da igreja - risos
lá passeiam meus olhos... saudades
by Andréa Mascarenhas
Texto escrito em meios virtuais, sem rascunho, em 11, 12/01/2011 e 23/01/2011
*** Para Ana Paula Ramos Pereira, de Rio de Contas/BA, uma amiga que conheci em Aracaju, há muito tempo...Saudades...
(*) FOTO: Obra de arte do artista natural de Rio de Contas/BA, Luiz Hermano. EM: http://www.arteref.com/artref/index.php/noticias/view/1966/artesPlasticas
domingo, 12 de dezembro de 2010
pensamento alado
(segunda versão)
| pensamento alado |
hoje
dia e chuva
conversão
medida de poesia
palavras molhadas
necessidade
cai, céu
alma
(in)saciada
gotas pesadas
corpo de vida
lavado
em palavras
acordo/AR
acordo/AR
frio
quase
in(c/s)ipiente
revolvo crateras
busc@ tudo
passeio pensamentos
pra longe
quimera
vou ao passado
rumo
ao que não tem
fim...
(primeira versão)
Hoje o dia traz chuva, que quero converter na medida da poesia...
Palavras molhadas pela necessidade que cai do céu...
Alma que ainda não se saciou com as gotas pesadas...
Corpo de vida em palavras lavado....
Acordo com o frio quase in(c/s)ipiente
revolvo crateras em busca de tudo
passeio o pensamento pra longe-quimera
vou ao passado em busca que não tem fim...
12/12/2010
Andréa do N. Mascarenhas Silva
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Imagem: acervo particular da autora.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
SONHO...
Uma espécie de muiraquitã cruzou meus caminhos...
... e o cheiro de mistério, cor de ambar disfarçado,
fez morada em meus arquivos...
Quero preencher os espaços com palavras de luz...
na memória passeiam fantasmas de minhas invenções...
rasgo a roupa da coragem e ouso lembrar...
...
É que o passado sempre me chama, mas piso o futuro...
...
Acordo da dor tingida em outras cores, tuas cores...
Andréa do Nascimento Mascarenhas Silva
(Texto escrito em meio virtual, aos pedaços. EM: 29 e 30/10/2010, novembro e dezembro/2010)
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(1) IMAGEM - https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZjHE4YWjsRticxiqBH9kHfKSDqW1FnllFpAbOAKoKemsVibA6tQDzrNtBLEpOwEGnOgWte-IC8bW7M-MfZCtdFO6k022ffgoil3pgZVqfVysJppCMhFbWA6PuGwGJiNIiAxyq72ZPRrg/s400/SONHO+GIRL%255B1%255D.JPG
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
poema azul-mar
poema azul-mar
parto com meu barco
a navegar estas paredes
só vislumbro um naufrágio
vou tomada por tuas ondulações
pescar ilusões embaraçadas
na rede das (a)sensações
escamas por toda parte
odores, ondas quebrando, redemoinhos
desaguo na praia d'esperança
apesar dos maremotos
vendavais me conduzem a outros mares
lá sou mais que mito-sereia-feitiço
30/11/2010
Andréa do N. Mascarenhas Silva
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FOTO: (acervo particular)
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
na porta do tempo
(segunda versão)
| na porta do tempo |
pé no passado . àquela casa de
ontem, pensar o tempo . ves.tida em cores simpáticas, segura, em teu jardim, aura
intemporal . pressinto: correr livremente pelo tempo, ir.e.vir . suave, ora:
vertiginosa . sentar naquele banco, viagem, dado prazer . lugares e o mesmo
lugar . pessoas e suas vestes, ali . outras pessoas, tardes, conversas . brisa de
ontem em mim . tempo em outro tempo . parte da existência . testemunhas do que
nos rodeia: faísca (in)temporal, acesa, ali . universo paralelo em nós - valsa
do tempo: dançam nossos ancestrais e entes futuros . sopros da vida . nessa
estação, toco e passo . por aqui, meus sapatos de bailarina . e valsam,
intemporalmente: bailes de fantasia .
(primeira versão)
Aquela casa de ontem me fez pensar no tempo. Vestida com cores simpáticas, teu jardim segura uma aura intemporal. Pressinto que ali posso correr livremente pelo tempo - ir.e.vir suavemente, ora vertiginosamente. Ao sentar naquele banco fiz uma viagem como há muito não me havia dado o prazer. Percorri lugares e o mesmo lugar, vi pessoas e prestei muita atenção em como se vestiam para ali estar. Naquele mesmo banco outras pessoas descansaram, passaram tardes a conversar e a aproveitar a brisa. E o tempo, em outro tempo, pode me oferecer o privilégio de ali também poder passar, sentar e aproveitar a brisa. Assim fazemos parte da existência, ao atentar para o que nos rodeia, ao que pode nos fazer testemunhas de uma faisca temporal que já não pode mais ser ou estar acesa, mas que ali esteve. Como em um universo paralelo, por ali mesmo passamos e temos o raro privilégio de dançar a valsa do tempo: tanto com nossos ancestrais quanto com nossos entes futuros, que ainda hão de receber o sopro da vida. Preciso entender o que toca e o que passa na estação desse sopro...
SSA, 28/01/2010
"Por aqui passeiam meus sapatos de bailarina e valsam intemporalmente nos bailes da fantasia..."
SSA, 29/10/2010
Um pé no passado - Academia de Letras da Bahia/SSA.
SSA, 10/11/2009
Andréa do N. Mascarenhas Silva
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(1) FOTO: (acervo particular).
Publicado originalmente no Meme/yahoo, em 10/11/2009.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
vontade de escrever: escreviver

(segunda versão)
| vontade de escrever:
escreviver |
sem dor e sem silêncio tempo
não corre. vertiginosa não é a vida . nós somos .
da compulsão por tomar conta do
que (de quem) faz parte do nosso quinhão de existência, vida mais e mais se nos
escapa por entre os dedos .
dor, essência que nos acompanha
desde sempre . por quê? tudo se inventa . invento vida sem dor .
tentativas de entender: o que
se passa? lateralidades me rodeiam, transpassam, saem de mim .
noções gerais de alteridade: pressuponho
tua ótica.vida . o que nos envolve . o que se tornar múlti.pl@.facetad@ . o que
mais e mais nos envolve .
há muito . não transito caminhos
retilíneos . pés (des)obedecem: vias e veios despercebidos .
encanto: tradução de passado resistente aos tempos .
encanto: tradução de passado resistente aos tempos .
espera meu olhar, facho de
presente – movimento .
tempo, apreensível, palpável .
sensações de maleabilidade .
privilégio: ou tempo se dobra
ou me dobr@ - possibilidades.
(primeira versão)
07/10/2009
Sem dor e sem silêncio percebo que o tempo não corre. Não é a vida que é vertiginosa: somos nós; e da nossa compulsão por tomar conta do que (ou de quem) faz parte do nosso quinhão de existência é que ela mais e mais se nos escapa por entre os dedos.
17/10/2009
A dor é essência que nos acompanha desde sempre. Não deveria ser assim. Já que tudo se inventa, vou inventando a vida sem dor, na tentativa de entender o que se passa em quase todas as lateralidades que me rodeiam, que me transpassam e que saem de mim. Depois que aprendi noções gerais de alteridade, não consigo mais não pressupor a tua ótica sobre a vida que nos envolve e que acaba por se tornar múltipla, multifacetada e ainda assim mais e mais nos envolve.
19/10/2009
Há muito não transito pelos caminhos retilíneos. Meus pés já sabem (des)obedecer e encontrar os veios talvez mais despercebidos.
Encanto: é como me traduzo diante de um objeto que pertenceu ao passado e resiste até hoje, como a esperar meu olhar, o facho de presente sobre o qual posso me movimentar. Nesses momentos o tempo é facilmente apreensível, quase palpável, o que dá uma sensação de maleabilidade e privilégio ao mesmo tempo. Não sei se o tempo se dobra ou sou eu quem o faço - há aqui muitas possibilidades.
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(FOTO: Academia de Letras da Bahia - SSA/Nazaré - acervo particular)
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